Shanti

5 de março de 2013

Fragilidades

Sei onde reside a minha Força, sei onde vou encontrar ar para respirar se me sufocarem na dor.
Conheço as minhas armas e a minha arte.
E como reflexo de mim no Teu rio, sei onde reside a minha Fragilidade.

E quando me escondo do mundo, o silêncio de baixar os braços, permite-me ouvir...

O escuro de ser só, permite-me ver...
Que sou forte... porque sou frágil.
E por Amor, não me rendo.
Shanti.

25 de outubro de 2012

Loreena McKennitt - Never-ending Road (Amhrán Dui)

E na Paz de mim, quando consigo rever-me, olhar-me...
entendo as mil coisas que me pesam. 
Sendo que... são as mesmas mil penas que me elevam.
E na queda tento abrir as asas. E na dor a minha alma se ergue.
Por sentir ambas...
Surge uma melodia de anjos, um brilho de amanhecer.
Surge o Amar, de um chorar.
Da uma lamacenta e escura noite, nasce a Flor que me Sou.
Efémera mas de perfume eterno.



4 de outubro de 2012

Terapias de Reiki

E com a vinda do Outono, a árvore que sou e que somos quer despojar-se de suas folhas e dar os seus frutos... para alimentar os que nos são e pintar a aguarela do universo. 
E, com a vinda do Outono, que os bons ventos soprem e nos guiem, que as folhas tornem a nossa jornada menos só e possamos ouvir a sua música :)

Sempre de mãos dadas, aqui estou, grata por poder ser uma mão que se estende.

Que assim seja********* Shantiiiiii.


10 de julho de 2012

Escolher seguir um trilho e deixar o coração ao lado... achando que se pode pegar nele e sentir as coisas quando conveniente... nunca resulta... 
é como criar na nossa alma universos diferentes.
é a ilusão de querer o melhor de dois mundos... quando no fundo... criamos vazios no nosso reflexo, ecos de nada no nosso peito. É Fingir que não se ama, que se desconhece a centelha do sentir. E um dia... quando estenderes a mão para o teu coração... corres o risco de já não saber como fazê-lo.


genna




‎''Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração.''


Confucio

1 de junho de 2012

e quando sentires o silêncio e a não existência,
de ti mesma, da magia, do sonho...
a desilusão num gesto, num tempo mudo, num ser surdo...
abraça o mundo que te é mais real e fiel.
O teu...
a música, o vento, o mar, o teu céu violeta, a tua fé, a oração, o coração, a compaixão, a criança.
quando sentires falta de um abraço... abraça uma árvore
falta de inspiração, contempla o mar e a tua criação.
e naquele momento em que dar um passo te permite ver o abismo...

talvez signifique que ele apenas ficou para trás.

há dias assim...

5 de novembro de 2011

antes


finjo que são muralhas.
construídas por seres que antes de o ser já o eram,
esculpidas por momentos, que antes de um céu foram sombra.
finjo que são fotos,
tiradas por um Deus,
curioso e criança no brincar...
e no fim, que somos um livro com gravuras de sentires, olhares dores e amores.
finjo no fundo... que finjo.
a ser poeta ou não,
o que sei é que o sinto...
escreva ou não.
porque antes de o escrever já sentia.
antes de amar já amava,
antes de chorar já sorria,
antes de sorrir, já chorava.
e que majestosas muralhas... e que lindo este céu violeta com ventos de nortada a embalar o sonho.

15 de julho de 2011

Alma

Chegou o comboio que esperava... observo, levanto-me do banco frio, entro, sento-me e digo-me preparada para seguir.
Vou procurá-la... penso. A minha Alma... vou beber cada gota de sabedoria desta viagem... imagino.
Cerro as mãos.... escondo o rosto de mim mesma e não olho para trás... e, já está... estou a caminho!
... e na paragem seguinte, olho pela janela e vejo... vejo-me...
sentada naquele mesmo banco à espera de um comboio que me leve na busca da minha Alma.
E sinto que não posso prosseguir viagem... pois tem que seguir tudo em mim... não pode haver aquele vazio... cheio de algo. E saí...
É mesmo frio este banco. Durante alguns minutos observei o meu bilhete na tentativa de achar resposta... talvez tenha comprado o bilhete errado... talvez esteja no sentido inverso, talvez do outro lado... será?
E agora? Quando virá um próximo? E o que faço agora? Como ver sentido em algo aqui?
... Que raio... estou de novo mais pequena que a minha Lua... e pensar que tinha crescido :(
E que a Saga continue.
E que o vento sopre, como soprou nesse dia junto ao meu ouvido com a resposta:
"compraste bilhete de ida e volta fada tola... "
foi curta a minha viagem, rsrsrsrsr
Vou voltar para a minha floresta e para o meu lago. 
Talvez na próxima Estação... prefiro Primavera ou Verão :)

17 de fevereiro de 2011

uma historia

 
os meus braços embargam o universo, como se crescesse folhagem em cada vontade
o meu peito, abre-se em ecos de entrega... como o abrir de mil pétalas de preces
os meus olhos, são água...
os meus sonhos... são pequenos murmúrios, pequenos segredos, pequenos momentos.
e busco em mim, inerte, apaixonada pela simplicidade do que não me pertence
o não querer mais nada, por sentir o que me é.
e quero abrir pandoras e libertar-me
e quero sorrir historias e erguer-me
e quero beijar memórias e perdoar-me
por as ter... por as ser... por as perder
os meus braços... abraçam-te, reflexo de mim.
desenham-te infância, sombra de mim
os meus lábios, sussurram ao tempo que já não lhe pertenço.
o Tempo afaga-me o rosto e segreda-me...
Pertenço a Ti.
Shanti.

11 de fevereiro de 2011

Viver sem escolhas

Não há necessidade de escolher. Por que não viver sem escolhas?
Por que não viver tudo o que a vida coloca à sua disposição? 
Não seja um espiritualista e não seja um materialista: seja ambos. 
Não seja um Zorba e não seja um Buda; 
seja ambos: Zorba, o Buda. 
Aproveite tudo o que Deus derramou sobre você. Osho

25 de dezembro de 2010

limbo

No limbo do sentir, na trave do entristecer,

na berma do amanhecer só.

Tento manter a destreza dos tolos,

imaginando que tenho nos pés raízes,

Que tenho nas mãos penas violeta,

Que tenho no peito…

um baú, de tesouros e magos.

De segredos e salmos.

Faço-me de momentos,

Refaço-me de tempos,

Desfaço-me de espera.

Respiro o que há em mim,

Perfume da chuva,

Aroma de Outono,

Hidrato-me de ventos e nortadas…

E envelheço na folhagem seca,

Sonhando-me sempre jovem na Primavera do desejo.

E fico-me, no limbo…

Sentindo.

21 de dezembro de 2010

Sorri Alma.

Sorri perante a nortada dos tristes,

E dança-lhes o caminho.

Encanta as sombras de quem és,

Abraça a vida de quem te lamenta…

E dança na calçada penumbra

dos que não sentem a música.

Dorme embalado pelo sonho,

sonha sussurrado pelo vento,

e sorri.

Sorri para mim.

Um outro lado deste chão… Uma outra dimensão, Um caminho de perder.

Uma Vida de sorrisos,

Armaduras e vestidos

De corpetes de cetim…

O esbanjar da própria espécie

Delírios que se julgam prece…

Que se estendem em louvor,

Erguendo almas sem calor…

Um outro lado deste chão…

Onde caminha o tempo em vão.

Um outro olhar de quem não vê…

Que sou eu, que sou assim, que estou aqui.

Descalça neste chão de pedra.

Cega neste templo frio.

Surda neste frenesim…

Muda…

Para ti.

Um outro lado,

De mim.

27 de novembro de 2010

dançamos

malabarismos da consciência... conscientes ou não. pé ante pé, degrau a degrau, um dia de cada vez. se sobe... a euforia despista o sentir, se desce... a voz emudece a alma. malabarismos de querer, curvas de perder, medos de ser. e nesta valsa, somos o que queremos... queremos o que não somos, amamos o que dançamos. e pedimos ao Universo um tango, que nos desapegue do sentimento mudo, quieto e ausente. e esperamos somente o calor... e deixamos de esperar o Amor. não ter frio... tem que ser suficiente.

13 de novembro de 2010

neblina


diferentes as formas de sentir, o lamento de perder, o gemido de doer. 
diferentes as madrugadas de solidão, o apego ao dizer que não, a vontade de querer. 
 a neblina que te invade, ou o sol que me magoa, a luz que te embarga, ou o negro que me assombra. 
o frio da tua ausência, ou o calor da minha presença. 
diferentes... presentes distantes, amantes. 
 no vexo paralisante que é em mim, sinto-te, gosto-te, mostro-te. a minh'alma, 
a meu ser. e enlaço o meu sorriso em cada amanhecer. 
para não nos ver sofrer. 
e danço-te quando a coragem tremer, de abraços e amores, de ternuras e de cores.

7 de novembro de 2010

cousas

Respira a tua dor…

Sente os soluços de entorpecimento da alma

E transforma.

Ergue um monumento de saberes e sentires,

E declina o teu jeito imperfeito em louvor a ti mesmo.

Respira o sentido de todas as cousas,

E Ama o sorriso e a dança.

E goza o silêncio da Contradança.

Respira o meu Ser,

O meu mar,

E sussurro-te o Amanhecer…

Sem pressas…

Bem devagar.

1 de novembro de 2010

em silêncio

Num deslize de alma em cetim,

De azul de toque, púrpura de mim…

Num respirar de senso em neblina,

Densa de porquês, lâmina fina.

Deixo passar.

Deixo de respirar.

Torno-me invisível para ti.

Finge que não me vês então,

Para que minh’alma se torne pequenina.

Finge que não sorris quando danço,

Para não me sentir rainha.

E na ausência, de sim…

Sou somente um talvez.

12 de julho de 2010

O Sonho.

O Sonho… em mim dorme, em mim esquece.

A Vida… acorda as suas pétalas

como se Primavera fosse em cada dia que passa.

As Palavras… dançam valsas ao som de pianos e violinos,

convidando borboletas, fadas e meninos.

A Música… acarinha cada anjo que passa,

Embalando os céus de encontros e desencontros.

O Olhar… estremece de desalento

Na busca incansável do momento.

E eu, e tu, e nós…

Somos a árvore.

Aquela que é… que cria, que canta, que dança, que chora

Mas que permanece.

E somos tudo e somos nada,

E somos o que basta…

e toda a imensidão da nossa eterna criança.

E toda a dimensão que o nosso sonho alcança.

Aquele que dorme, aquele que esquece.

4 de junho de 2010

quando tropeçamos...

e não caímos de joelhos...

mergulhamos no mar de ausência de palavras, de sussurros, de vento.

mergulhamos no silêncio outrora reconfortante

e sentimos a vida a passar por entre os dedos como areia que não se vê, só se sente.

Aquele esvair de sentido, aquela dor fininha da lâmina da vida, trespassa-nos e deixa-nos apenas a alma em dor.

Dói o corpo, dói a profundidade do toque, dói o olhar o chão como se um espelho fosse.

Apenas dói... apenas corrói.

Mas... reconstrói.

E no erguer para um novo esforço de respirar, buscamos o alento das árvores, da folhagem, dos sorrisos, das fadas, dos duendes, das cores, do som.

E buscamos o ouvir de novo, o sentir de novo, o olhar de novo.

e buscamos buscamos buscamos, mesmo na inércia.

E esperamos...

sorrir novamente, largar o peso das asas...

E voar.

De mãos dadas com o universo que parecia de costas viradas,

pedimos com a humildade de quem nada lhe pertence, de quem nada lhe é.

Que assim seja, assim seja , assim seja.

Com Amor, desesperança, fé.

Um dia de cada vez... só por hoje...

5 de abril de 2010

Te canta uma canção na rua em que morei, 
Essa soturna voz há de contar-te, amigo 
Por essa rua minha os sonhos que sonhei! 
 Fala d'amor a voz em tom enternecido, 
Escuta-a com bondade. 
O muito que te amei 
Anda pairando aí em sonho comovido 
A envolver-te em oiro!... 
Assim s'envolve um rei! 
 Num nimbo de saudade e doce como a asa 
Recorta-se no céu a minha humilde casa 
Onde ficou minh'alma assim como penada 
 A arrastar grilhões como um fantasma triste. 
É dela a voz que fala, é dela a voz que existe 
Na rua em que morei... Anda crucificada!

 Florbela Espanca

2 de janeiro de 2010

Tempo

Vou refugiar-me nele. Dançar a sua melodia, ouvir o seu canto, dormir no seu leito. Vou não ser, não sentir, não esperar. Vou caminhar no presente que é tempo... não o que há-de vir... que é mente. E não quero mente, quero apenas silêncio. Quero apenas sorrir, chorar se tiver que ser, correr, namorar a eternidade em mim. Um Ano bonito para Todos cheio de Amor! De mãos estendidas e Coração Aberto... Toda a Luz deste e de outros Mundos para Voçês. Om Santi!

13 de novembro de 2009

provas

Quando tropeçamos... e caímos de joelhos. 
Quando eles nos mostram que somos apenas partículas... 
De algo grande sim... mas apenas partículas. 
Quando nos consciencializamos do quanto somos iguais aos olhos do Universo. 
Que mesmo que o lance de escadas seja diferente ou mais alto... Mesmo que a nossa jornada seja de alma antiga... Mesmo que a "nossa" luz seja mais expandida... 
Maior a queda, mais grave o sofrimento, Mais densa a escuridão. 
Quando paramos de pensar ou sentir... E simplesmente deixamos que o nosso Ser seja. 
Tudo é simples, mas não isento de dificuldade. 
Tudo é nada, mas não vazio. 
Tudo faz sentido… mas requer força, espírito, dedicação… serenidade. 
Tudo está certo… mesmo que errado. 
Por tudo se deve ser grato, mesmo que a nossa mente diga ao coração que não é justo. Porque tudo se compõe, se completa. Aquele tudo… que é nada. 
 E tudo fica bem. Tudo fica melhor. Tudo evolui.

11 de novembro de 2009

osho


Hoje deparei-me com estas palavras... não podia deixar de as colocar aqui.

Namastê

"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. 

E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas. 

Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. 

O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. 

Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia. Se você observar correctamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro. 

E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. 

Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direcção... não há necessidade de pedi-lo. 

Essa é uma das leis básicas. 

Exactamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direcção à felicidade”.

27 de outubro de 2009

a minha escuridão

Enquanto divagava por outras escritas, outras imagens...
fiz uma pequena pausa em mim... naquela procura de todos os dias.
Aquela busca incansável, abundante em regozijo... mas também plena de pequenos vazios, pequenas tristezas.
A procura de um "lugar iluminado"... de um canto de luz que nos consola e nos acarinha depois de uma longa jornada de lutas interiores, de batalhas de se ser, de não se ser, de se ter, de não se ter.
Aquela Luz, aquele brilho que nos aquece a alma como o sol num dia de Inverno.
E por momentos... senti vontade de me aninhar no escuro. Senti saudades do nada, de não esperar nada, não ver nada.
E pensei que nenhum lugar seria mais seguro naquele momento do que a minha própria escuridão. Senti que… se não tiver medo, posso ali ficar.
E se não tenho medo, não invoco a luz, não a peço nas minhas conversas com os deuses. Não peço o amanhecer, não peço o luar, não peço a lanterna de me achar perdida.
Sinto apenas, o consolo da mãe terra, o alento do pai céu... Sinto-os em fusão…
E cheios de Amor, estendem-me a mão. Ali mesmo… naquela escuridão. Posso chamar-lhe luz se quiser… mas não tenho medo. Pelo menos hoje…

23 de outubro de 2009

Osho

Um homem foi até Lin Chin e disse: “Meu mestre é um grande médium. O que você tem a dizer sobre o seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres faz?”

Lin Chin perguntou: “Que tipo de milagres seu mestre tem feito?”

O discípulo disse: “No outro dia ele me disse para atravessar o rio e ficar na outra margem, segurando um pedaço de papel na mão. O rio era muito largo, quase dois quilómetros. Ele estava do outro lado do rio e começou a escrever com uma pena, e sua escrita apareceu em meu papel. Eu mesmo presenciei isso, sou testemunha! O que seu mestre é capaz de fazer?”

Lin Chin disse: "Quando está com fome, come, e quando tem sono, dorme.”

O outro falou: “Do que você está falando? Chama isso de milagres? Todos fazem essas coisas!”

Lin Chin respondeu: “Engano seu: ninguém faz isso. Quando você dorme, faz mil e uma coisas. Ao comer, pensa em mil e uma coisas. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: não fica se mexendo, não se vira, sequer sonha. Apenas o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele come. Ele sempre está exactamente no lugar onde ele está.”

Qual o sentido de escrever de uma margem do rio para a outra? Isso é pura tolice. Apenas os idiotas se interessariam por isso. Qual o sentido?

Um homem disse a Ramakrishna que seu mestre era um grande homem, pois podia caminhar sobre a água.

Ramakrishna respondeu que isso era idiota, pois ele podia ir até o barqueiro e, em troca de algumas moedas, o barqueiro o levaria até o outro lado. “Seu mestre é um tolo. Vá e faça-o perceber que ele não deve ficar desperdiçando sua vida com coisas tão simples.”

Mas a mente está sempre desejando algo. A mente não é nada além disso; um desejo constante de que alguma coisa aconteça.

Algumas vezes está pensando em dinheiro, em ter mais dinheiro, em ter casas maiores, mais respeito, mais poder político. Então você se volta para a espiritualidade, mas a mente continua a mesma. Agora deseja ter mais poderes psíquicos, telepatia, clarividência e outras tolices do mesmo género. Mas a mente permanece a mesma, querendo mais, sempre mais. Continua no mesmo jogo.

Agora é telepatia, clarividência, poderes psíquicos: “Se você pode fazer isso, eu posso fazer mais que isso. Posso ler o pensamento das pessoas a quilómetros de distância.”

A vida em si já é um milagre, mas o ego não está pronto para aceitar isso. Ele quer algo especial, algo que ninguém mais esteja fazendo, algo extraordinário.

(Om Shanti Ramaji... vou voar e escutar a música. Beijinho)

15 de outubro de 2009

Preciso de folhas no meu trilho Caminhar entregue sobre mantos de Outono, sem querer saber para onde... e ouvir-me. Preciso de vento na minha dança, Olhá-lo com carinho quando se cruzar no meu rosto, ou dar-lhe a mão quando seguir no meu caminho.
Quero acalmar o que por mim passa, quero não ter pressa e deleitar-me na música da folhagem, quero dormir no bosque dos medos, sonhar com duendes e segredos. Preciso não querer ser mais nada, apenas aquilo que já sou. Preciso fechar os olhos e escrever em minh'alma. Palavras de Amor, versos de apenas som. Despir-me de algo e adormecer...

3 de outubro de 2009

O TESOURO DO GNOMO

O que é que estas a fazer? – perguntou o jardineiro a um gnomo que se encontrava a cavar ao lado de um grande cogumelo. _ Ando à procura de um tesouro – respondeu-lhe, sem parar de cavar. _ Não me parece que vás encontrar um tesouro aí – disse-lhe. – Nesta comarca nunca houve grandes riquezas. _ Não! Não ando à procura de riquezas! – exclamou o pequeno ser. – estou à procura do meu próprio tesouro. O jardineiro inclinou a cabeça de lado, como fazem os cães quando ouvem algo estranho. _ E acreditas que o teu tesouro está aí? _ Tanto faz se está ou não – respondeu-lhe o teimoso gnomo. _ Então, porque é que procuras um tesouro? O gnomo interrompeu o trabalho, voltou-se para o jardineiro com os braços na cintura, e dando mostras de estar a perder a paciência, disse-lhe: _ Para que é que tu achas que se pode procurar um tesouro? – E sem esperar pela resposta, exclamou: para me sentir vivo! E continuou a cavar, enquanto o jardineiro, um tanto embaraçado, optava por desaparecer em silêncio. O Jardineiro Contos para Curar a Alma de Grian Além de me sentar à beira de um lago... por vezes tenho que procurar um tesouro...