Shanti

1 de novembro de 2010

em silêncio

Num deslize de alma em cetim,

De azul de toque, púrpura de mim…

Num respirar de senso em neblina,

Densa de porquês, lâmina fina.

Deixo passar.

Deixo de respirar.

Torno-me invisível para ti.

Finge que não me vês então,

Para que minh’alma se torne pequenina.

Finge que não sorris quando danço,

Para não me sentir rainha.

E na ausência, de sim…

Sou somente um talvez.

12 de julho de 2010

O Sonho.

O Sonho… em mim dorme, em mim esquece.

A Vida… acorda as suas pétalas

como se Primavera fosse em cada dia que passa.

As Palavras… dançam valsas ao som de pianos e violinos,

convidando borboletas, fadas e meninos.

A Música… acarinha cada anjo que passa,

Embalando os céus de encontros e desencontros.

O Olhar… estremece de desalento

Na busca incansável do momento.

E eu, e tu, e nós…

Somos a árvore.

Aquela que é… que cria, que canta, que dança, que chora

Mas que permanece.

E somos tudo e somos nada,

E somos o que basta…

e toda a imensidão da nossa eterna criança.

E toda a dimensão que o nosso sonho alcança.

Aquele que dorme, aquele que esquece.

4 de junho de 2010

quando tropeçamos...

e não caímos de joelhos...

mergulhamos no mar de ausência de palavras, de sussurros, de vento.

mergulhamos no silêncio outrora reconfortante

e sentimos a vida a passar por entre os dedos como areia que não se vê, só se sente.

Aquele esvair de sentido, aquela dor fininha da lâmina da vida, trespassa-nos e deixa-nos apenas a alma em dor.

Dói o corpo, dói a profundidade do toque, dói o olhar o chão como se um espelho fosse.

Apenas dói... apenas corrói.

Mas... reconstrói.

E no erguer para um novo esforço de respirar, buscamos o alento das árvores, da folhagem, dos sorrisos, das fadas, dos duendes, das cores, do som.

E buscamos o ouvir de novo, o sentir de novo, o olhar de novo.

e buscamos buscamos buscamos, mesmo na inércia.

E esperamos...

sorrir novamente, largar o peso das asas...

E voar.

De mãos dadas com o universo que parecia de costas viradas,

pedimos com a humildade de quem nada lhe pertence, de quem nada lhe é.

Que assim seja, assim seja , assim seja.

Com Amor, desesperança, fé.

Um dia de cada vez... só por hoje...

5 de abril de 2010

Te canta uma canção na rua em que morei, 
Essa soturna voz há de contar-te, amigo 
Por essa rua minha os sonhos que sonhei! 
 Fala d'amor a voz em tom enternecido, 
Escuta-a com bondade. 
O muito que te amei 
Anda pairando aí em sonho comovido 
A envolver-te em oiro!... 
Assim s'envolve um rei! 
 Num nimbo de saudade e doce como a asa 
Recorta-se no céu a minha humilde casa 
Onde ficou minh'alma assim como penada 
 A arrastar grilhões como um fantasma triste. 
É dela a voz que fala, é dela a voz que existe 
Na rua em que morei... Anda crucificada!

 Florbela Espanca

2 de janeiro de 2010

Tempo

Vou refugiar-me nele. Dançar a sua melodia, ouvir o seu canto, dormir no seu leito. Vou não ser, não sentir, não esperar. Vou caminhar no presente que é tempo... não o que há-de vir... que é mente. E não quero mente, quero apenas silêncio. Quero apenas sorrir, chorar se tiver que ser, correr, namorar a eternidade em mim. Um Ano bonito para Todos cheio de Amor! De mãos estendidas e Coração Aberto... Toda a Luz deste e de outros Mundos para Voçês. Om Santi!

13 de novembro de 2009

provas

Quando tropeçamos... e caímos de joelhos. 
Quando eles nos mostram que somos apenas partículas... 
De algo grande sim... mas apenas partículas. 
Quando nos consciencializamos do quanto somos iguais aos olhos do Universo. 
Que mesmo que o lance de escadas seja diferente ou mais alto... Mesmo que a nossa jornada seja de alma antiga... Mesmo que a "nossa" luz seja mais expandida... 
Maior a queda, mais grave o sofrimento, Mais densa a escuridão. 
Quando paramos de pensar ou sentir... E simplesmente deixamos que o nosso Ser seja. 
Tudo é simples, mas não isento de dificuldade. 
Tudo é nada, mas não vazio. 
Tudo faz sentido… mas requer força, espírito, dedicação… serenidade. 
Tudo está certo… mesmo que errado. 
Por tudo se deve ser grato, mesmo que a nossa mente diga ao coração que não é justo. Porque tudo se compõe, se completa. Aquele tudo… que é nada. 
 E tudo fica bem. Tudo fica melhor. Tudo evolui.

11 de novembro de 2009

osho


Hoje deparei-me com estas palavras... não podia deixar de as colocar aqui.

Namastê

"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. 

E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas. 

Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. 

O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. 

Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia. Se você observar correctamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro. 

E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor. 

Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direcção... não há necessidade de pedi-lo. 

Essa é uma das leis básicas. 

Exactamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direcção à felicidade”.

27 de outubro de 2009

a minha escuridão

Enquanto divagava por outras escritas, outras imagens...
fiz uma pequena pausa em mim... naquela procura de todos os dias.
Aquela busca incansável, abundante em regozijo... mas também plena de pequenos vazios, pequenas tristezas.
A procura de um "lugar iluminado"... de um canto de luz que nos consola e nos acarinha depois de uma longa jornada de lutas interiores, de batalhas de se ser, de não se ser, de se ter, de não se ter.
Aquela Luz, aquele brilho que nos aquece a alma como o sol num dia de Inverno.
E por momentos... senti vontade de me aninhar no escuro. Senti saudades do nada, de não esperar nada, não ver nada.
E pensei que nenhum lugar seria mais seguro naquele momento do que a minha própria escuridão. Senti que… se não tiver medo, posso ali ficar.
E se não tenho medo, não invoco a luz, não a peço nas minhas conversas com os deuses. Não peço o amanhecer, não peço o luar, não peço a lanterna de me achar perdida.
Sinto apenas, o consolo da mãe terra, o alento do pai céu... Sinto-os em fusão…
E cheios de Amor, estendem-me a mão. Ali mesmo… naquela escuridão. Posso chamar-lhe luz se quiser… mas não tenho medo. Pelo menos hoje…

23 de outubro de 2009

Osho

Um homem foi até Lin Chin e disse: “Meu mestre é um grande médium. O que você tem a dizer sobre o seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres faz?”

Lin Chin perguntou: “Que tipo de milagres seu mestre tem feito?”

O discípulo disse: “No outro dia ele me disse para atravessar o rio e ficar na outra margem, segurando um pedaço de papel na mão. O rio era muito largo, quase dois quilómetros. Ele estava do outro lado do rio e começou a escrever com uma pena, e sua escrita apareceu em meu papel. Eu mesmo presenciei isso, sou testemunha! O que seu mestre é capaz de fazer?”

Lin Chin disse: "Quando está com fome, come, e quando tem sono, dorme.”

O outro falou: “Do que você está falando? Chama isso de milagres? Todos fazem essas coisas!”

Lin Chin respondeu: “Engano seu: ninguém faz isso. Quando você dorme, faz mil e uma coisas. Ao comer, pensa em mil e uma coisas. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: não fica se mexendo, não se vira, sequer sonha. Apenas o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele come. Ele sempre está exactamente no lugar onde ele está.”

Qual o sentido de escrever de uma margem do rio para a outra? Isso é pura tolice. Apenas os idiotas se interessariam por isso. Qual o sentido?

Um homem disse a Ramakrishna que seu mestre era um grande homem, pois podia caminhar sobre a água.

Ramakrishna respondeu que isso era idiota, pois ele podia ir até o barqueiro e, em troca de algumas moedas, o barqueiro o levaria até o outro lado. “Seu mestre é um tolo. Vá e faça-o perceber que ele não deve ficar desperdiçando sua vida com coisas tão simples.”

Mas a mente está sempre desejando algo. A mente não é nada além disso; um desejo constante de que alguma coisa aconteça.

Algumas vezes está pensando em dinheiro, em ter mais dinheiro, em ter casas maiores, mais respeito, mais poder político. Então você se volta para a espiritualidade, mas a mente continua a mesma. Agora deseja ter mais poderes psíquicos, telepatia, clarividência e outras tolices do mesmo género. Mas a mente permanece a mesma, querendo mais, sempre mais. Continua no mesmo jogo.

Agora é telepatia, clarividência, poderes psíquicos: “Se você pode fazer isso, eu posso fazer mais que isso. Posso ler o pensamento das pessoas a quilómetros de distância.”

A vida em si já é um milagre, mas o ego não está pronto para aceitar isso. Ele quer algo especial, algo que ninguém mais esteja fazendo, algo extraordinário.

(Om Shanti Ramaji... vou voar e escutar a música. Beijinho)

15 de outubro de 2009

Preciso de folhas no meu trilho Caminhar entregue sobre mantos de Outono, sem querer saber para onde... e ouvir-me. Preciso de vento na minha dança, Olhá-lo com carinho quando se cruzar no meu rosto, ou dar-lhe a mão quando seguir no meu caminho.
Quero acalmar o que por mim passa, quero não ter pressa e deleitar-me na música da folhagem, quero dormir no bosque dos medos, sonhar com duendes e segredos. Preciso não querer ser mais nada, apenas aquilo que já sou. Preciso fechar os olhos e escrever em minh'alma. Palavras de Amor, versos de apenas som. Despir-me de algo e adormecer...

3 de outubro de 2009

O TESOURO DO GNOMO

O que é que estas a fazer? – perguntou o jardineiro a um gnomo que se encontrava a cavar ao lado de um grande cogumelo. _ Ando à procura de um tesouro – respondeu-lhe, sem parar de cavar. _ Não me parece que vás encontrar um tesouro aí – disse-lhe. – Nesta comarca nunca houve grandes riquezas. _ Não! Não ando à procura de riquezas! – exclamou o pequeno ser. – estou à procura do meu próprio tesouro. O jardineiro inclinou a cabeça de lado, como fazem os cães quando ouvem algo estranho. _ E acreditas que o teu tesouro está aí? _ Tanto faz se está ou não – respondeu-lhe o teimoso gnomo. _ Então, porque é que procuras um tesouro? O gnomo interrompeu o trabalho, voltou-se para o jardineiro com os braços na cintura, e dando mostras de estar a perder a paciência, disse-lhe: _ Para que é que tu achas que se pode procurar um tesouro? – E sem esperar pela resposta, exclamou: para me sentir vivo! E continuou a cavar, enquanto o jardineiro, um tanto embaraçado, optava por desaparecer em silêncio. O Jardineiro Contos para Curar a Alma de Grian Além de me sentar à beira de um lago... por vezes tenho que procurar um tesouro...

29 de setembro de 2009

ser pleno em ser nada

decidi tb eu sentar-me à beira de um lago e esperar... distraí-me com borboletas, cantei-lhes como se fossem fadas e adormeci no meu vazio. e em sonhos, deixei de ser algo para ser nada... e tornei-me o lago. e vi-me, tão repleta de imensas coisas. se lago sou... direi àquela alma que dorme na minha beira, que mergulhe em mim, visão irreal, do reflexo dos céus onde tudo é terra. e em lago... murmuro às fadas como se fossem borboletas... e adormeço no meu vazio... e céu sou.

19 de setembro de 2009

Buda e a mente de Ananda




 Um dia, Buda ia passando por uma floresta, era um dia quente de verão e ele estava sentindo muita sede. Disse então a Ananda, seu principal discípulo: - Ananda, volta para trás. Nós passamos por um pequeno riacho apenas cinco ou seis quilômetros. Traz-me um pouco de água - leva a minha tigela. Estou sentindo-me cansado e com muita sede. Ele já estava velho. Ananda voltou para trás, mas quando lá chegou, tinham acabado de passar alguns carros de bois pelo riacho, enchendo-o de lama. As folhas secas, que tinham assentado no fundo, estavam agora boiando na superfície; já não era possível beber esta água - estava demasiada suja. Regressou de mãos vazias e explicou: - Mestre, vai ter que esperar um pouco. Eu vou à frente. Disseram-me que uns três ou quatro quilômetros mais à frente há um grande rio. Vou lá buscar a água. Mas Buda insistiu e pediu: - Volta para trás e traz a água daquele riacho. Ananda não conseguia perceber a insistência, mas, se o mestre dizia, o discípulo tinha que obedecer. Mesmo vendo o absurdo daquilo - tinha que voltar outra vez a andar cinco ou seis quilômetros, sabendo que a água não prestava para beber -, ele foi. E quando já ia se afastando, Buda disse-lhe: - E não voltes para trás se a água ainda estiver suja, tu senta-te simplesmente quieto na margem. Não faças nada, não entres no riacho. Senta-te quieto na margem e observas. Mais cedo ou mais tarde a água vai ficar limpa outra vez e então podes encher a tigela e regressar. Ananda lá foi. Buda tinha razão: a água estava quase limpa, as folhas tinham-se ido embora, a poeira tinha assentado. Mas ainda não estava absolutamente limpa, por isso ele sentou-se na margem e ficou observando o riacho a correr, pouco e pouco, o riacho tornou-se cristalino. Então Ananda regressou a dançar. Ele tinha compreendido porque é que Buda estava insistindo tanto. Havia nisto uma determinada mensagem, e ele tinha compreendido a mensagem. Deu a água a Buda, agradeceu-lhe e tocou-lhe nos pés. Buda perguntou: - O que é que estás a fazer? Eu é que te devo agradecer por me teres trazido a água. - Agora consigo compreender - disse Ananda. - Primeiro, eu fiquei zangado; não demonstrei, mas estava zangado porque era absurdo voltar para trás. Mas agora entendo a mensagem. Era disto que eu precisava realmente neste momento. O mesmo acontece com a minha mente - ao sentar-me na margem daquele riacho, fiquei ciente de que o mesmo se passa com a minha mente. Se eu saltar para dentro do riacho, vou deixá-lo sujo outra vez. Se eu saltar para dentro da minha mente, cria-se barulho, mais problemas começam a vir de cima, para a superfície. Ao sentar-me na margem, eu aprendi a técnica. Agora vou sentar-me também ao lado da minha mente, a vê-la com toda a sujidade e problemas e folhas velhas e mágoas e feridas, memórias, desejos. Se me preocupar, vou ficar sentado na margem à espera do momento em que tudo fique limpo." Um beijinho Ramaji, obrigada. Namastê

10 de setembro de 2009

vazio

por vezes é preciso sustentar o vazio
e vivê-lo...
e quando sentimos o seu peso,
percebemos que não estava tão vazio assim.
por vezes chamamos vazio à dor,
quando nao queremos sussurrar seu nome.
e nas derradeiras tomadas de consciência...
acabamos por desejar a verdadeira ausência,
e sonhar com um vazio cheio de Amor.

1 de setembro de 2009

Iniciações

Namasté! Parece que o "Universo" escolheu o dia 11 de Setembro. ;.) Mais uma iniciação de Reiki Essencial Nivel I. Encham-se de Amor, banhem-se de luz! Simplifiquem... Beijinho. Ah... e nivel II... se eles assim quiserem... para o final de Setembro. Om Shanti...

28 de agosto de 2009

jeitos de pensar

Temos muito tempo... Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos... O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos. A verdade é que não temos muito tempo. Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver... sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido. 
(Paulo Geraldo)

25 de agosto de 2009

como poderia deixar de amar? se meu caminho é feito de Amor. se desperta o melhor que há em mim... como poderia não ter saudade? se só assim me sinto menos só. que as melodias de quem ama, se espalhem como o vento... em valsa de momentos, em pautas de desalento. que o silêncio de quem ama, seja como a chuva, meiga e quieta... que nos lava a alma... triste e sedenta... como poderia deixar de sonhar? de acreditar...

18 de agosto de 2009


Caminhei, de pés descalços, de alma entregue. De olhos fechados, respirei fundo todo o meu medo. De coração aberto, estendi-lhe a mão e ofereci-lhe o meu sorriso. O medo deu-me a mão e juntos, decidimos enfrentar o mundo. Quando tremeu, soprei-lhe folhas de alento. Quando recuou, cantei-lhe melodias de pandora. Quando chorou... sentei-me e chorei com ele. Levei as mãos ao peito... e no meio do meu sonho, o medo sussurrou-me: Porque choras comigo, porque não segues sem mim? - Para caminhar sem ti, preciso entender-te... para deixar de sentir-te, preciso transformar-te... porque és parte de mim, porque fui quem te criou. Para deixar de te ter, preciso não te temer. E se já não te temer... bem podes caminhar a meu lado. 
e quase que o medo... sorriu.

15 de agosto de 2009

Bem-aventurados

As nuvens da tempestade afastavam-se poderosas terras adentro, e o Sol voltava de novo ao seu trabalho por entre os resquícios das suas massas escuras. 
Um raio de Sol iluminou subitamente a ribanceira do trilho por onde o jardineiro caminhava, aspirando o aroma da terra húmida, e viu entre as ervas a figura de um pequeno caracol que se arrastava, lentamente, entre elas. 
O jardineiro deteve-se e deixou-se ficar a contemplá-lo um bom bocado, dizendo no final: _ Bem-aventurados os lentos, porque não se perdem no mais ínfimo pormenor da vida. 
 "O jardineiro - contos para curar a alma" de Grian

12 de agosto de 2009

Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre. 
Anton Tchekhov

9 de agosto de 2009

7 de agosto de 2009

Homeopatia

É realmente um privilégio, conhecer-te e ter-te como amigo e médico das minhas filhas. 
E que bom que seria que todas as mães deste mundo tivéssem um "porto de abrigo" sempre que o sofrimento espreita com uma febre, uma tosse, um choro, uma infecção, uma lágrima nas nossas crianças. 
Obrigada pelas minhas meninas Nuno Oliveira, muita luz para ti. 
Bj

6 de agosto de 2009

segue

segue as pisadas do teu desejo, do teu alento, da tua vontade. 
segue onde as folhas rodopiam, pelo chão de vidas, com Outonos de mudança... sopros de esperança. 
segue ao alcance daquela luz, que sentes ser para ti, que julgas poder iluminar-te. 
ergue o rosto ao sabor do vento, inclina a tua alma e venera o tempo, aos teus deuses, à tua razão, à tua decisão. segue... caminha altivo e forte, enfrenta as rajadas da ignorância e muda um pouco este mundo. 
segue... cura os medos, sara as feridas. enche corações, devolve sorrisos. cultiva a humildade e os teus amigos. e algures, numa margem de um rio que corre lentamente para um mar. 
alguém sussurra por uma primavera. no silêncio, na sombra, na espera. segue, e aprende… 
Que a coragem não reside apenas Em ir por ali… aprende um dia a dizer não… não somente aos que o aceitam em silêncio, mas também aos que realmente precisam de o ouvir. 
 segue. 
e sê feliz por tê-lo feito.

2 de agosto de 2009


Um dia ir-me-ei embora e serei livre e deixarei aos estéreis a sua estéril segurança. 
Partirei sem endereço previsto e atravessarei algumas regiões áridas para aí deixar o mundo. 
Depois vaguearei, livre de preocupações como um atlas desempregado. 
James Kavanaugh

31 de julho de 2009


"Depois de algum tempo aprendes a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo." 
 William Shakespeare

29 de julho de 2009

"Dois caminhos divergiam num bosque, e eu... escolhi aquele menos percorrido... Aquele que fez toda a diferença." 
Robert Frost

28 de julho de 2009

O silêncio...

Ninguém sabia o que tinha acontecido ao jardineiro. Durante uma semana ninguém o viu abrir os lábios, e quando os seus amigos lhe perguntaram a razão do seu mutismo, sorria-lhes simplesmente e encolhia os ombros com um gesto resignado. Na aldeia, uns diziam que estava afónico, outros que Deus o tinha emudecido para que não continuasse a espalhar o mal com as suas palavras, e outros diziam que estava louco e que devia ser mais um dos seus disparates. Ao fim de dez dias voltou a falar e, quando um amigo lhe perguntou o motivo daquele prolongado silêncio, disse-lhe: _ Nos últimos meses os meus lábios disseram demasiadas palavras a uns e outros, e é então que se corre o perigo das palavras se esvaziarem de sabedoria, como as conchas da praia que, embora possam ser belas, não têm alma nem vida. Foi por este motivo que a minha boca esteve fechada, a repousar no silêncio do Espírito; porque é do silêncio que surge a palavra que nutre e alimenta. 
 "O Jardineiro - contos para curar a alma" de Grian


"Temer o Amor é temer a vida. E os que temem a vida já estão meio mortos." 
 Bertrand Russel 


 e começamos a morrer tão cedo... quando abdicamos do Amor por medo.