Enquanto divagava por outras escritas, outras imagens...
Enquanto divagava por outras escritas, outras imagens...
Um homem foi até Lin Chin e disse: “Meu mestre é um grande médium. O que você tem a dizer sobre o seu mestre? O que ele pode fazer, que milagres faz?”
O outro falou: “Do que você está falando? Chama isso de milagres? Todos fazem essas coisas!”
Lin Chin respondeu: “Engano seu: ninguém faz isso. Quando você dorme, faz mil e uma coisas. Ao comer, pensa em mil e uma coisas. Mas, quando meu mestre dorme, ele apenas dorme: não fica se mexendo, não se vira, sequer sonha. Apenas o sono existe naquele momento, nada mais. E quando sente fome, ele come. Ele sempre está exactamente no lugar onde ele está.”
(Om Shanti Ramaji... vou voar e escutar a música. Beijinho)
Preciso de folhas no meu trilho
Caminhar entregue sobre mantos de Outono,
sem querer saber para onde...
e ouvir-me.
Preciso de vento na minha dança,
Olhá-lo com carinho quando se cruzar no meu rosto,
ou dar-lhe a mão quando seguir no meu caminho.
Temos muito tempo... Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos... O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos.
A verdade é que não temos muito tempo.
Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver... sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido.
como poderia deixar de amar?
se meu caminho é feito de Amor.
se desperta o melhor que há em mim...
como poderia não ter saudade?
se só assim me sinto menos só.
que as melodias de quem ama,
se espalhem como o vento...
em valsa de momentos,
em pautas de desalento.
que o silêncio de quem ama,
seja como a chuva, meiga e quieta...
que nos lava a alma...
triste e sedenta...
como poderia deixar de sonhar?
de acreditar...
As nuvens da tempestade afastavam-se poderosas terras adentro, e o Sol voltava de novo ao seu trabalho por entre os resquícios das suas massas escuras. 