Quando não estou fora do vidro... já estou fora de mim. Já faz sentido não fazer sentido.
Dou um passo, um de cada vez e sinto no rosto o saltitar do tempo e nas searas o desatar das amarras. Benvinda a mim.
Quando não estou fora do vidro... já estou fora de mim. Já faz sentido não fazer sentido.
Dou um passo, um de cada vez e sinto no rosto o saltitar do tempo e nas searas o desatar das amarras. Benvinda a mim.
Ouves Alice?
O murmúrio das folhas.
Como se conspirassem entre si, desenhos sagrados e planeados de algo para acontecer.
Ouves Alice?
Quando dás por ti a pisar de mansinho o trilho... Para não estalar as jornadas secas e gastas do tempo. Para não atordoar o teu desalento.
E o afago do vento, sentes?
Cruzando sons e respirares...
Como que um lembrar do viva que estás...
Ou um castigar por deixares morrer os sonhos.
Sabes Alice...
No segundo do relógio... Procura o teu Lar.
Aconchega-te.
Sossega-te.
Desperta os teus sentidos mas adormece o esperar
Procura a beleza em ti somente
Sem ilusões do gato doidivanas.
Sem pressas do coelho devaneio.
Sem negares em ti o louco Chapeleiro.
Versão lâmpada de Aladino em sons de Alice e tons de Chapeleiro :)
Aquela que não se vê para os que não querem ver.
Aquela que não se sente para os que não querem sentir.
Aquela que o tinir de "parece que quer fundir" só se ouve se perguntares à criança que és...
Onde estão as borboletas do Coração?
E a sorrir, ilumina-te.
E sê Feliz porque chegaste a casa.
GennaDimas
talvez seja poemase me deixar cair.prosa, se me deixar ficar.canção, se me levantar.em modos de Ser,em jeitos de Fétrejeitos de Amor.talvez oiça tinirespadas de outrora...Arcanjos e filhoscriaturas e guerreiros...donos da dor.talvez me reinventeme desvaneça da mente...do medo e do soluço.e valseie descalça.na terra de ninguém,com o Sol que me éa Lua que me tem...no alento da valsa...e lá no silêncio...entre o tempo e o ventotalvez eu renasça.e retorne a casa.
Sente o que esqueceste.
E veste... despe e perde-te...
Ouve o que não disseste.
E canta, encanta, recita, mantra.
E sê o tolo que morre e renasce.
E roça no muro da memória o desgaste,
Ouve o seu murmúrio e lamento.
E diz-lhe que ainda é tempo.
Recomeça onde perdeste.
E dança dança Alma.
com
a nostalgia do que quero amar.
devagar...
na
calmaria do Mundo em modo antes da colheita.
devagar…
Na
neblina do que não se vê,
Nas
mãos do Deus que amola as Almas.
Já
oiço o riso, o tinir do sentido de viver…
Na
surdina do que não se espera.
Mas
sei…
Que
Vai chover.
em cores de lembrar, num raiar de querer
teu livro folhear...
quando meu gesto for teu,
e tua voz entoar...
minha dança no céu
minha canção de embalar.
quando o dia amanhecer...
diz-me em formas de respirar,
quem devolveste no vento...
em queda sem chão,
pelo alento da tua mão.
Genna Shanti
Está tudo tão quieto...
Só oiço o barulho do Céu.
O tinir do Desassossego,
quase subtil como um véu.
Calmaria do mar
em trapaça ao marinheiro...
Em tons de dança o cobrar...
do engodo, da ilusão, do nevoeiro.
Está tudo tão quieto...
Que inerte peço vento...
e que seja a Tua mão, o meu Alento.
Não chegues simplesmente... com a arte de quem mente.
Aconchega-te nas marés,
Adormece ao som das cores.
Não te rabisques em sebentas e desapego,
Nem te escondas atrás do desassossego.
Engana-te... e recomeça.
Tropeça... e levanta-te...
Aproxima-te e...
em querendo, a leveza no adormecer...
estou aqui.
escondida na tua solidão.
shanti
verborreia e declamações sobre o caos do mundo...
são mais fáceis de expressar do que as palavras não ditas do Coração.
bem aventurados os que lhes dão som ou tinta no papel... mesmo que os desnude.
a cru, desalinhados, com medo.
Traços de um inconsciente colectivo.
Arquétipo de mim, do não, do sim.
Um respirar fundo ou simplesmente a dor do limite?
O roçar seco do sopro quente no rosto, ou simplesmente mente ?
Que assim seja.
Livre. Perdida.
Ausente
🙏🏻
Shanti

