Shanti

9 de março de 2021

valsa

talvez seja poema
se me deixar cair.
prosa, se me deixar ficar.
canção, se me levantar.

em modos de Ser,
em jeitos de Fé
trejeitos de Amor.

talvez oiça tinir
espadas de outrora...
Arcanjos e filhos
criaturas e guerreiros...
donos da dor.

talvez me reinvente
me desvaneça da mente...
do medo e do soluço.
e valseie descalça.

na terra de ninguém, 
com o Sol que me é
a Lua que me tem...
no alento da valsa...

e lá no silêncio...
entre o tempo e o vento
talvez eu renasça.
e retorne a casa.



19 de fevereiro de 2021

Alma

 

Sente o que esqueceste. 

E veste... despe e perde-te...

Ouve o que não disseste.

E canta, encanta, recita, mantra.

E sê o tolo que morre e renasce. 

E roça no muro da memória o desgaste, 

Ouve o seu murmúrio e lamento.

E diz-lhe que ainda é tempo.

Recomeça onde perdeste. 

E dança dança Alma. 

21 de dezembro de 2020

tinir de mim

 já oiço o assobio do amolador que vem adivinhar-me a chuva.

com a nostalgia do que quero amar.

devagar...

na calmaria do Mundo  em modo antes da colheita.

devagar…

Na neblina do que não se vê,

Nas mãos do Deus que amola as Almas.

Já oiço o riso, o tinir do sentido de viver…

Na surdina do que não se espera.

Mas sei…

Que Vai chover.



23 de novembro de 2020

Samurai de mim

quando o dia entardecer,

em cores de lembrar, num raiar de querer

teu livro folhear...

quando meu gesto for teu,

e tua voz entoar...

minha dança no céu

minha canção de embalar.

quando o dia amanhecer...

diz-me em formas de respirar,

quem devolveste no vento...

em queda sem chão,

pelo alento da tua mão.

Genna Shanti

3 de novembro de 2020

quietude de Ti

 

Está tudo tão quieto...
Só oiço o barulho do Céu.
O tinir do Desassossego,
quase subtil como um véu.
Calmaria do mar 
em trapaça ao marinheiro...
Em tons de dança o cobrar...
 
do engodo, da ilusão, do nevoeiro.
Está tudo tão quieto...
Que inerte peço vento... 
e que seja a Tua mão, o meu Alento.



13 de outubro de 2020

Aproxima-te...

Não chegues simplesmente... com a arte de quem mente.

Aconchega-te nas marés,

Adormece ao som das cores.

Não te rabisques em sebentas e desapego,

Nem te escondas atrás do desassossego.

Engana-te... e recomeça.

Tropeça...  e levanta-te...

Aproxima-te e... 

em querendo, a leveza no adormecer...

estou aqui. 

escondida na tua solidão.

shanti

12 de outubro de 2020

O não dito

verborreia e declamações sobre o caos do mundo... 

são mais fáceis de expressar do que as palavras não ditas do Coração.

bem aventurados os que lhes dão som ou tinta no papel... mesmo que os desnude.

a cru, desalinhados, com medo.


30 de setembro de 2020

Livre

Traços  de um inconsciente colectivo. 

Arquétipo de mim, do não, do sim.

Um respirar fundo ou simplesmente a dor do limite?  

O roçar seco do sopro quente no rosto, ou simplesmente mente ?

Que assim seja. 

Livre. Perdida.

Ausente 

🙏🏻

Shanti

23 de setembro de 2020

"Uranisses" Outonais em mim

o que em mim resistiu... rebeldia saturnina,
rende-se aqui, com o vento vago e sem demoras.

Neste meu mundo a desfolhar, 
de meninices laranjas e secas, 
cheias de sede de irem por aí.

e está certo... vou ser livre assim, 
está tudo bem neste
Outono em mim.



 

19 de setembro de 2020

Calma


Dá só mais um passo.
Mudo... em compasso.
De olhos fechados,
Ao Mundo e ao Falso.
Calma nessa Alma,
Sem chão nem razão.
Alma nessa chama 
Que rege em Paixão.
Dá só mais um passo...
Mergulha, profunda
Na sombra do regaço... 
e em ausência de tudo, 
Nada.

Shanti

3 de setembro de 2020

 

Bamboleares distraídos em sorrisos de não pertencer,
Dislexias de marotice em danças de não se querer.
Baixinho… em murmurinho…
Foge para esse Mundo.
Esconde-te na folhagem e finge-te em pureza de sentir.
E pede aos Céus que te embalem o sonho e o sono.
Acredita e olha com ternura a Lua que te é.
Acredita e canta com bravura o hino da tua Fé.
Porque essa Música que respiras… cheias de cores e flores e amores…
é como o intervalo da chuva, o silêncio entre ventos, o medo antes da candura.
Não existe aqui.
 Existe aí.
 Sussurra só para ti.


8 de janeiro de 2020

Fora do Vidro

Se atirar fora o poema

Talvez o Vidro se parta.
Se mergulhar o Sentir,
Talvez me reinvente.
Se a Vida exigir mais de mim,
Talvez me perca.
E me reencontre.
E me esqueça.

Shanti.

3 de janeiro de 2019


Deixa que toda esta poeira que sentes e vês, assente na imensidão do mar das Almas.
Deixa que te dêem nenhuma importância mas que assim não te vejam.
Deixa...
mistura-te na bruma de cor violeta ou deita-te no branco cristal da ausência do Mal.
Aquieta-te.
Emudece-te.
Sossega e não tenhas medo.
Adormece a tua dor e a tua ansiedade enquanto observas o fundo do mar.
Escuta a sua música e fortalece-te com o seu sal.
e no silêncio dos homens melodia dos Anjos... sussurra à luz das suas velas e pede:

"Que eu me torne invisivel a todas as almas mal intencionadas."

Shanti _/\_

29 de dezembro de 2018

Gandalf, meu Anjo da Guarda
Sabes... foste a última pegada que Deus me mostrou.
Ensinamentos da vida, respirares diferentes de consciência.
A minha Alma uniu-se com a tua tantas vezes... que seria impossivel não me derrubar de emoção e Amor. 
E tristeza...
Não tenho muito que escrever pois já senti tanto e chorei tanto desta vez que nada restou em letras e dizeres. Só sei que o teu último suspiro ainda colado à minha Alma foi dilacerante. E a Paz que senti em ti... só rogo a Deus que transforme a Dor que sinto.
Desculpa-me velho Lobo de mim. Perdoa-me ter-te faltado e ter permitido não te amar sempre como devia.
Fazes-me falta ...  Mesmo daí, desse campos verdejantes cheios de música e brisas de cetim... cuida de mim :(

19 de julho de 2016

Prometo Encontrar-me

Não tenho sentido o chão. Não tenho sentido os sons. Reparado nas cores, nas danças, nos amores.
Não tenho esvoaçado com elfos e fadas, sussurrado com gnomos e duendes.
Amado demais como gosto...
sentido demais como sei,
Gargalhado em vez de rir... rido em vez de sorrir... sorrir em vez de ...
não existir.
Não tenho agradecido.
nem tão pouco prometido.
Em vez de inspirar... aspiro "pequenices" de acidez alheia.
Tenho perdido aos poucos... como migalhas de pão que se vão perdendo na gula de sobreviver...
tenho perdido dias, meses...
Mas vale-me a essência e o aroma que me é... daquilo que sou.
Vale-me que o meu mundo não desista de me ter... os meus Seres de me embalar, o meu Eu de Sonhar.
E lembro-me enfim...
que sou Eu mesmo depois de me perder.
Shanti


24 de fevereiro de 2016

Shanti

Somos efémeros…
pequenos o suficiente para cabermos na imensidão de uma gota de chuva num triste dia de Inverno. Pequenos o suficiente para sentirmos o frio que vem da frecha de uma janela num quarto frio e isento de alma.
Pequenos… e leves o suficiente para nos deixarmos abalar pelo vento frio ou pelas ondas de um calor intenso.
Somos pequenos… leves… sensiveis o suficiente para nos arrepiarmos com a brisa do mar… com o grito das gaivotas famintas e nervosas adivinhando a chuva...
com um sorriso, com um toque, um olhar.
Somos pequenos, leves, sensíveis e especiais o suficiente para sentirmos em comunhão tudo o que a natureza sente no seu mais ínfimo silêncio.
A musica do outono em orquestras de folhagem no chão, o choro do Inverno aclamando em frio, o chilrear de pássaros em jeitos de serenata à Primavera, o abafar da nossa voz em desafio para respirar o Verão rodopiante em raios de esperança…
quentes e expectantes…
Somos tão simples então…
Basta-nos tão pouco então…
Sorrimos com os detalhes… que nos rodeiam e nos mimam.
Sentir, respirar, chorar, dançar, caminhar, criar, procriar, amar, respeitar, ajudar, ensinar, receber, dar...
Tudo ao alcance de um gesto.
O estender de uma mão.
Em humildade e pureza de sentimentos.

Temos o poder de em simplicidade reinar.


E em densidade e inércia ruir.

5 de novembro de 2014

Novembro

Em mãos finas e leves…
vem doce e agridoce sussurrar-nos a terra nas cores, o frio nas memórias.
Em passos pequenos, arrefece-nos o corpo e acaricia-nos com folhas  e ventos…
lembrando a gratidão pelo sentir,
esquecendo o queixume pelo escuro precoce, pela chuva que entranha.
Sinto-me mais ténue… nos laranjas e castanhos que me diminuem a tristeza.
Danço nas folhas, com imagens de menina pequena.
Subtil Novembro… em beijos de Outono…
Entra… o meu Mundo em prece tinha saudades da tua música.
E quando me acarinhas com o Sol…
parece que não houve Verão que me confortasse.
Que assim seja, assim seja, assim seja.

Shanti  _()_ 

25 de setembro de 2014

Simplicidade de Outono


alimentar-me de cores Outonais, 
balançar nas palavras do Ser criança...
 aquecer a Alma enquanto Te espero.
Já aqui estava... 
Mas viajo de quando em vez...

8 de julho de 2013

Hoje

Encho o peito e coloco um pé no chão.
e... estou no Agora. 
mais um dia, sendo o único que importa.
e o de amanhã terá a importância deste.
e todos os dias, respiro, inspiro, encho-me de coragem, sonho, sorrio e venham mais.
porque só me importa este.
agradeço-Te por continuar viva, pelas minhas princesas, por tudo o que atraio, pelas almas bonitas, pelas menos bonitas. Pelo que amo, pelo que me doi, pelo que me acarinha.
agradeço-Te por me permitires ter esta capacidade, por nao Te culpar daquilo que colho, por não te julgar pelo que escolho.
e sou em Ti o que és em mim.
Amor.

encho o peito e peço-te o que em humildade sinto que mereço.
Compaixão.

Encho o peito de luz verde água em purpurinas de sonhos e cores.
Encho o corpo de luz violeta em comunhão com os raios dourados do Teu sorriso.

E se um dia não conseguir fazê-lo, trata-me como criança fosse, e perdoa-me.

Agora... é apenas o que é.
Eu... sou apenas eu
Tu... és o Universo que me guarda e me ampara.
O Mundo... é aquele dos meus sonhos
o Amor... é apenas o incondicional...
o resto. não importa
faz parte do pó que assenta.
o Sorriso, é o das minhas filhas.
o grito... é quando me dói a alma.
o silêncio, quando nao forem necessarias mais palavras.

e Feliz será esse silêncio. de uma forma ou de outra.
Ainda que triste,
Grata sou.
Shanti

22 de maio de 2013

Descalça

Tenho o peito e a Alma em modo de mãos cerradas... com tanto para escrever, tanto sentir, tanto chorar, tanto sorrir. Tenho o Mundo e a Consciência Divina e Humana a bater-me à porta... devagarinho... para não me doer muito.
Tenho os sonhos em Mim, porque Graças a Deus me mantenho assim.
Vejo a Vida a passar-me ao lado, o meu sorriso em curtas-metragens como se já não fosse o meu.
Vejo a Luz, em reflexo da minha Gratidão, por não esquecer quem sou, mesmo não o sendo agora.
Mas estou aqui... ainda estou aqui...
E se Me ouves... se Me vês... ainda não desisti.
Dá-me então alento para me descalçar de tanto e ir por aí...

Que assim seja

Que assim seja
Que assim seja.


Shanti.

19 de março de 2013

O que aprendi

Que a minha Herança é a vida que me corre nas veias,
que as marcas são apenas as que deixo na minha jornada,
que os sonhos são de cada um,
que a centelha não se transmite sem que se sinta.

Aprendi que honrar alguém não é permanecer nos seus atestados,
pisar as suas pisadas,
falar as suas palavras.
É simplesmente amar e respeitar pelo que me foram.
Simplesmente porque existiram.

Que vim ao mundo por mim para poder ser aos outros.
Que não posso agarrar-me e desculpar-me com os dias dificeis que permitiram que tivesse quando não podia defender-me.
Não teria a capacidade de entendê-lo simplesmente porque sei que não o faria.
Sem julgamentos, sem muros de lamentações.
Aprendi que o único sentimento São, por mais insano que por vezes pareça... é a gratidão.
Pelo bem e pelo mal.
E que tenho sempre o livre arbítrio para querer continuar a aprender ou não.

Aprendi... que apreendi muita coisa, mas não aprendi tanta coisa assim.
Apenas no levantar-me depois da queda, no suspirar depois da gargalhada, no chorar depois da perda, no sorrir perante as pequenas coisas da vida.

Aprendi que não tem que haver uma razão ou um dia especial para recordar alguém, mas devia haver para Amar alguém.
Esquecemos o mais importante... o que deveria ser o nosso oxigénio todos os dias.
Aprendi que é possivel morrer aos poucos e continuar a respirar sem vida.
Mas, são somente minhas as marcas, as pisadas, as jornadas... e a mim só responsabilizo.
Obrigada Pai desta e de outras vidas,
esta sou eu.

Grata a mim e ao Universo por Ti.

5 de março de 2013

Fragilidades

Sei onde reside a minha Força, sei onde vou encontrar ar para respirar se me sufocarem na dor.
Conheço as minhas armas e a minha arte.
E como reflexo de mim no Teu rio, sei onde reside a minha Fragilidade.

E quando me escondo do mundo, o silêncio de baixar os braços, permite-me ouvir...

O escuro de ser só, permite-me ver...
Que sou forte... porque sou frágil.
E por Amor, não me rendo.
Shanti.

25 de outubro de 2012

Loreena McKennitt - Never-ending Road (Amhrán Dui)

E na Paz de mim, quando consigo rever-me, olhar-me...
entendo as mil coisas que me pesam. 
Sendo que... são as mesmas mil penas que me elevam.
E na queda tento abrir as asas. E na dor a minha alma se ergue.
Por sentir ambas...
Surge uma melodia de anjos, um brilho de amanhecer.
Surge o Amar, de um chorar.
Da uma lamacenta e escura noite, nasce a Flor que me Sou.
Efémera mas de perfume eterno.



4 de outubro de 2012

Terapias de Reiki

E com a vinda do Outono, a árvore que sou e que somos quer despojar-se de suas folhas e dar os seus frutos... para alimentar os que nos são e pintar a aguarela do universo. 
E, com a vinda do Outono, que os bons ventos soprem e nos guiem, que as folhas tornem a nossa jornada menos só e possamos ouvir a sua música :)

Sempre de mãos dadas, aqui estou, grata por poder ser uma mão que se estende.

Que assim seja********* Shantiiiiii.


10 de julho de 2012

Escolher seguir um trilho e deixar o coração ao lado... achando que se pode pegar nele e sentir as coisas quando conveniente... nunca resulta... 
é como criar na nossa alma universos diferentes.
é a ilusão de querer o melhor de dois mundos... quando no fundo... criamos vazios no nosso reflexo, ecos de nada no nosso peito. É Fingir que não se ama, que se desconhece a centelha do sentir. E um dia... quando estenderes a mão para o teu coração... corres o risco de já não saber como fazê-lo.


genna




‎''Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração.''


Confucio

1 de junho de 2012

e quando sentires o silêncio e a não existência,
de ti mesma, da magia, do sonho...
a desilusão num gesto, num tempo mudo, num ser surdo...
abraça o mundo que te é mais real e fiel.
O teu...
a música, o vento, o mar, o teu céu violeta, a tua fé, a oração, o coração, a compaixão, a criança.
quando sentires falta de um abraço... abraça uma árvore
falta de inspiração, contempla o mar e a tua criação.
e naquele momento em que dar um passo te permite ver o abismo...

talvez signifique que ele apenas ficou para trás.

há dias assim...

5 de novembro de 2011

antes


finjo que são muralhas.
construídas por seres que antes de o ser já o eram,
esculpidas por momentos, que antes de um céu foram sombra.
finjo que são fotos,
tiradas por um Deus,
curioso e criança no brincar...
e no fim, que somos um livro com gravuras de sentires, olhares dores e amores.
finjo no fundo... que finjo.
a ser poeta ou não,
o que sei é que o sinto...
escreva ou não.
porque antes de o escrever já sentia.
antes de amar já amava,
antes de chorar já sorria,
antes de sorrir, já chorava.
e que majestosas muralhas... e que lindo este céu violeta com ventos de nortada a embalar o sonho.