Shanti
29 de setembro de 2009
ser pleno em ser nada
27 de setembro de 2009
19 de setembro de 2009
Buda e a mente de Ananda
Um dia, Buda ia passando por uma floresta, era um dia quente de verão e ele estava sentindo muita sede. Disse então a Ananda, seu principal discípulo: - Ananda, volta para trás. Nós passamos por um pequeno riacho apenas cinco ou seis quilômetros. Traz-me um pouco de água - leva a minha tigela. Estou sentindo-me cansado e com muita sede. Ele já estava velho. Ananda voltou para trás, mas quando lá chegou, tinham acabado de passar alguns carros de bois pelo riacho, enchendo-o de lama. As folhas secas, que tinham assentado no fundo, estavam agora boiando na superfície; já não era possível beber esta água - estava demasiada suja. Regressou de mãos vazias e explicou: - Mestre, vai ter que esperar um pouco. Eu vou à frente. Disseram-me que uns três ou quatro quilômetros mais à frente há um grande rio. Vou lá buscar a água. Mas Buda insistiu e pediu: - Volta para trás e traz a água daquele riacho. Ananda não conseguia perceber a insistência, mas, se o mestre dizia, o discípulo tinha que obedecer. Mesmo vendo o absurdo daquilo - tinha que voltar outra vez a andar cinco ou seis quilômetros, sabendo que a água não prestava para beber -, ele foi. E quando já ia se afastando, Buda disse-lhe: - E não voltes para trás se a água ainda estiver suja, tu senta-te simplesmente quieto na margem. Não faças nada, não entres no riacho. Senta-te quieto na margem e observas. Mais cedo ou mais tarde a água vai ficar limpa outra vez e então podes encher a tigela e regressar. Ananda lá foi. Buda tinha razão: a água estava quase limpa, as folhas tinham-se ido embora, a poeira tinha assentado. Mas ainda não estava absolutamente limpa, por isso ele sentou-se na margem e ficou observando o riacho a correr, pouco e pouco, o riacho tornou-se cristalino. Então Ananda regressou a dançar. Ele tinha compreendido porque é que Buda estava insistindo tanto. Havia nisto uma determinada mensagem, e ele tinha compreendido a mensagem. Deu a água a Buda, agradeceu-lhe e tocou-lhe nos pés. Buda perguntou: - O que é que estás a fazer? Eu é que te devo agradecer por me teres trazido a água. - Agora consigo compreender - disse Ananda. - Primeiro, eu fiquei zangado; não demonstrei, mas estava zangado porque era absurdo voltar para trás. Mas agora entendo a mensagem. Era disto que eu precisava realmente neste momento. O mesmo acontece com a minha mente - ao sentar-me na margem daquele riacho, fiquei ciente de que o mesmo se passa com a minha mente. Se eu saltar para dentro do riacho, vou deixá-lo sujo outra vez. Se eu saltar para dentro da minha mente, cria-se barulho, mais problemas começam a vir de cima, para a superfície. Ao sentar-me na margem, eu aprendi a técnica. Agora vou sentar-me também ao lado da minha mente, a vê-la com toda a sujidade e problemas e folhas velhas e mágoas e feridas, memórias, desejos. Se me preocupar, vou ficar sentado na margem à espera do momento em que tudo fique limpo." Um beijinho Ramaji, obrigada. Namastê
10 de setembro de 2009
vazio
por vezes é preciso sustentar o vazio
e vivê-lo...
e quando sentimos o seu peso,
percebemos que não estava tão vazio assim.
por vezes chamamos vazio à dor,
quando nao queremos sussurrar seu nome.
e nas derradeiras tomadas de consciência...
acabamos por desejar a verdadeira ausência,
e sonhar com um vazio cheio de Amor.
1 de setembro de 2009
Iniciações
28 de agosto de 2009
jeitos de pensar
Temos muito tempo... Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos... O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos.
A verdade é que não temos muito tempo.
Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver... sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido. (Paulo Geraldo)
25 de agosto de 2009
como poderia deixar de amar?
se meu caminho é feito de Amor.
se desperta o melhor que há em mim...
como poderia não ter saudade?
se só assim me sinto menos só.
que as melodias de quem ama,
se espalhem como o vento...
em valsa de momentos,
em pautas de desalento.
que o silêncio de quem ama,
seja como a chuva, meiga e quieta...
que nos lava a alma...
triste e sedenta...
como poderia deixar de sonhar?
de acreditar...
18 de agosto de 2009
Caminhei, de pés descalços, de alma entregue. De olhos fechados, respirei fundo todo o meu medo. De coração aberto, estendi-lhe a mão e ofereci-lhe o meu sorriso. O medo deu-me a mão e juntos, decidimos enfrentar o mundo. Quando tremeu, soprei-lhe folhas de alento. Quando recuou, cantei-lhe melodias de pandora. Quando chorou... sentei-me e chorei com ele. Levei as mãos ao peito... e no meio do meu sonho, o medo sussurrou-me: Porque choras comigo, porque não segues sem mim? - Para caminhar sem ti, preciso entender-te... para deixar de sentir-te, preciso transformar-te... porque és parte de mim, porque fui quem te criou. Para deixar de te ter, preciso não te temer. E se já não te temer... bem podes caminhar a meu lado.
e quase que o medo... sorriu.
15 de agosto de 2009
Bem-aventurados
As nuvens da tempestade afastavam-se poderosas terras adentro, e o Sol voltava de novo ao seu trabalho por entre os resquícios das suas massas escuras. Um raio de Sol iluminou subitamente a ribanceira do trilho por onde o jardineiro caminhava, aspirando o aroma da terra húmida, e viu entre as ervas a figura de um pequeno caracol que se arrastava, lentamente, entre elas.
O jardineiro deteve-se e deixou-se ficar a contemplá-lo um bom bocado, dizendo no final:
_ Bem-aventurados os lentos, porque não se perdem no mais ínfimo pormenor da vida.
"O jardineiro - contos para curar a alma" de Grian
12 de agosto de 2009
9 de agosto de 2009
7 de agosto de 2009
Homeopatia
É realmente um privilégio, conhecer-te e ter-te como amigo e médico das minhas filhas.
E que bom que seria que todas as mães deste mundo tivéssem um "porto de abrigo" sempre que o sofrimento espreita com uma febre, uma tosse, um choro, uma infecção, uma lágrima nas nossas crianças.
Obrigada pelas minhas meninas Nuno Oliveira, muita luz para ti.
6 de agosto de 2009
segue
segue as pisadas do teu desejo,
do teu alento,
da tua vontade.
segue onde as folhas rodopiam,
pelo chão de vidas,
com Outonos de mudança...
sopros de esperança.
segue ao alcance daquela luz,
que sentes ser para ti,
que julgas poder iluminar-te.
ergue o rosto ao sabor do vento,
inclina a tua alma e venera o tempo,
aos teus deuses, à tua razão, à tua decisão.
segue...
caminha altivo e forte,
enfrenta as rajadas da ignorância
e muda um pouco este mundo.
segue...
cura os medos, sara as feridas.
enche corações, devolve sorrisos.
cultiva a humildade e os teus amigos.
e algures,
numa margem de um rio que corre lentamente para um mar.
alguém sussurra por uma primavera.
no silêncio, na sombra,
na espera.
segue, e aprende…
Que a coragem não reside apenas
Em ir por ali…
aprende um dia a dizer não…
não somente aos que o aceitam em silêncio,
mas também aos que realmente precisam de o ouvir.
segue.
2 de agosto de 2009
31 de julho de 2009
"Depois de algum tempo aprendes a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo."
William Shakespeare
29 de julho de 2009
28 de julho de 2009
O silêncio...
Ninguém sabia o que tinha acontecido ao jardineiro. Durante uma semana ninguém o viu abrir os lábios, e quando os seus amigos lhe perguntaram a razão do seu mutismo, sorria-lhes simplesmente e encolhia os ombros com um gesto resignado.
Na aldeia, uns diziam que estava afónico, outros que Deus o tinha emudecido para que não continuasse a espalhar o mal com as suas palavras, e outros diziam que estava louco e que devia ser mais um dos seus disparates. Ao fim de dez dias voltou a falar e, quando um amigo lhe perguntou o motivo daquele prolongado silêncio, disse-lhe:
_ Nos últimos meses os meus lábios disseram demasiadas palavras a uns e outros, e é então que se corre o perigo das palavras se esvaziarem de sabedoria, como as conchas da praia que, embora possam ser belas, não têm alma nem vida. Foi por este motivo que a minha boca esteve fechada, a repousar no silêncio do Espírito; porque é do silêncio que surge a palavra que nutre e alimenta.
25 de julho de 2009
23 de julho de 2009
13 de julho de 2009
26 de junho de 2009
22 de junho de 2009
Reiki Essencial

Para quem ainda não sabe, para além das Terapias, a partir de Julho vou começar as Iniciações de Reiki. Sinto que talvez tenha chegado a altura de passar aos outros o que me foi ensinado.
E nesta caminhada, vou dar de mim tudo o que sempre dou... incondicionalmente.
De mim para todos os que me rodeiam, todo o Amor deste e de outros Mundos.
Ventos de Fadas e Ondinas, Duendes brincalhões e Devas meninas!
Abraço Reikiano!
Namasté.
12 de junho de 2009
8 de junho de 2009
3 de junho de 2009
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor
Que és feliz
Charles Chaplin22 de maio de 2009

Hoje ao dizer os principios de reiki... segredei ao silêncio:
Só por hoje sou grata por ter conhecido a Zulinha.
;.)
Hoje, todos os duendes, todas as fadinhas, todas as ondinas,todos os lirios do meu mar, iluminam o meu coração. E iluminam todos os que têm o privilégio de ter como manas coisas taralhocas iluminadas e bonitas como tu. Obrigada por entrares no meu mundo, por me abrires a porta do teu e por me fazeres sentir que por vezes partilhamos o mesmo mundo, aquele de fantasia, de nuvens, de silêncios na marginal, de operação salvamento das velhotas kiduxas! Hoje sou mesmo grata Sandra, como deveria ser todos os dias...
Obrigada tambem pela tua coragem, pelas tuas loucuras, por me fazeres acreditar que um dia tb vou ser louca, tambem vou ter coragem, e ser taralhoca... bem.. isso já sou... rsrsrsrsr
Obrigada pelo teu sorriso e por gostares de mim. Incondicionalmente.
Bjinhos violeta da Luzinha pinxuja.
16 de maio de 2009
Frio

em silêncio, em surdina,
em segredo, em melodia.
no meu peito, em minh'alma
no meu sonho... de menina.
a certeza, o alento.
a razão, o tormento.
e sem saber nem porquê...
a sede de me ir...
a força de me encontrar...
içaram-me dos que pisam este chão,
e levaram-me.
levaram-me...
levaram-me.
em silêncio, em quietude,
em sussurro, em plenitude...
no meu rosto, na minha voz,
a sombra criou rugas,
a musica emudeceu-me a vontade,
a força de me encontrar,
a espera de me perder,
içaram-me dos braços da terra
e levaram-me,
levaram-me,
levaram-me.
em segredo, em melodia.
no meu peito, em minh'alma
no meu sonho... de menina.
a certeza, o alento.
a razão, o tormento.
e sem saber nem porquê...
a sede de me ir...
a força de me encontrar...
içaram-me dos que pisam este chão,
e levaram-me.
levaram-me...
levaram-me.
em silêncio, em quietude,
em sussurro, em plenitude...
no meu rosto, na minha voz,
a sombra criou rugas,
a musica emudeceu-me a vontade,
a força de me encontrar,
a espera de me perder,
içaram-me dos braços da terra
e levaram-me,
levaram-me,
levaram-me.
em silêncio, em mim.
3 de maio de 2009
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