19 de julho de 2016

Prometo Encontrar-me

Não tenho sentido o chão. Não tenho sentido os sons. Reparado nas cores, nas danças, nos amores.
Não tenho esvoaçado com elfos e fadas, sussurrado com gnomos e duendes.
Amado demais como gosto...
sentido demais como sei,
Gargalhado em vez de rir... rido em vez de sorrir... sorrir em vez de ...
não existir.
Não tenho agradecido.
nem tão pouco prometido.
Em vez de inspirar... aspiro "pequenices" de acidez alheia.
Tenho perdido aos poucos... como migalhas de pão que se vão perdendo na gula de sobreviver...
tenho perdido dias, meses...
Mas vale-me a essência e o aroma que me é... daquilo que sou.
Vale-me que o meu mundo não desista de me ter... os meus Seres de me embalar, o meu Eu de Sonhar.
E lembro-me enfim...
que sou Eu mesmo depois de me perder.
Shanti


24 de fevereiro de 2016

Shanti

Somos efémeros…
pequenos o suficiente para cabermos na imensidão de uma gota de chuva num triste dia de Inverno. Pequenos o suficiente para sentirmos o frio que vem da frecha de uma janela num quarto frio e isento de alma.
Pequenos… e leves o suficiente para nos deixarmos abalar pelo vento frio ou pelas ondas de um calor intenso.
Somos pequenos… leves… sensiveis o suficiente para nos arrepiarmos com a brisa do mar… com o grito das gaivotas famintas e nervosas adivinhando a chuva...
com um sorriso, com um toque, um olhar.
Somos pequenos, leves, sensíveis e especiais o suficiente para sentirmos em comunhão tudo o que a natureza sente no seu mais ínfimo silêncio.
A musica do outono em orquestras de folhagem no chão, o choro do Inverno aclamando em frio, o chilrear de pássaros em jeitos de serenata à Primavera, o abafar da nossa voz em desafio para respirar o Verão rodopiante em raios de esperança…
quentes e expectantes…
Somos tão simples então…
Basta-nos tão pouco então…
Sorrimos com os detalhes… que nos rodeiam e nos mimam.
Sentir, respirar, chorar, dançar, caminhar, criar, procriar, amar, respeitar, ajudar, ensinar, receber, dar...
Tudo ao alcance de um gesto.
O estender de uma mão.
Em humildade e pureza de sentimentos.

Temos o poder de em simplicidade reinar.


E em densidade e inércia ruir.

5 de novembro de 2014

Novembro

Em mãos finas e leves…
vem doce e agridoce sussurrar-nos a terra nas cores, o frio nas memórias.
Em passos pequenos, arrefece-nos o corpo e acaricia-nos com folhas  e ventos…
lembrando a gratidão pelo sentir,
esquecendo o queixume pelo escuro precoce, pela chuva que entranha.
Sinto-me mais ténue… nos laranjas e castanhos que me diminuem a tristeza.
Danço nas folhas, com imagens de menina pequena.
Subtil Novembro… em beijos de Outono…
Entra… o meu Mundo em prece tinha saudades da tua música.
E quando me acarinhas com o Sol…
parece que não houve Verão que me confortasse.
Que assim seja, assim seja, assim seja.

Shanti  _()_ 

4 de novembro de 2014

Um dia de cada vez...: Maktub

Um dia de cada vez...: Maktub: Seguro na caneta como quem segura a Alma. Para que não trema, não seque, não caia. Observo o papel com um espelho... E vejo reflexo, ...

25 de setembro de 2014

Simplicidade de Outono
... alimentar-me de cores Outonais, balançar nas palavras do Ser criança... aquecer a Alma enquanto Te espero.
Já aqui estava... Mas viajo de quando em vez...

22 de setembro de 2014

Maktub

Seguro na caneta como quem segura a Alma.
Para que não trema, não seque, não caia.
Observo o papel com um espelho...
E vejo reflexo, rugas, anseio.

E olho-me, e sinto-me.
E leio-me para Ti.

Anjo meu... Minh'Alma que Deus devolveu.
Sonho meu, corpo e gente.
Amor e sangue, saudade e sempre.
Seguro na caneta e tento dizer-lhe o que sinto, o que sou.
E por ela fluem em veias as palavras.
Como se a minha mente vivesse no meu peito.

Sinto a tua ausência...
Sinto a tua mão.
Vejo a tua essência
E escrevo no teu coração.

E sussurro-te como dói este vazio. Mas canto o sentir e a esperança.
É como ouvir o Fado, mas com a leveza de uma dança.

E ao som de mil folhas de outono...
Piano e violino em mim...
Te suplico que oiças o vento,
Com aromas de terra e cetim.

O que estava escrito, chegou por fim.

Amo
Amo

Amo-te.

GennaDiCastro

8 de julho de 2013

Hoje

Encho o peito e coloco um pé no chão.
e... estou no Agora. 
mais um dia, sendo o único que importa.
e o de amanhã terá a importância deste.
e todos os dias, respiro, inspiro, encho-me de coragem, sonho, sorrio e venham mais.
porque só me importa este.
agradeço-Te por continuar viva, pelas minhas princesas, por tudo o que atraio, pelas almas bonitas, pelas menos bonitas. Pelo que amo, pelo que me doi, pelo que me acarinha.
agradeço-Te por me permitires ter esta capacidade, por nao Te culpar daquilo que colho, por não te julgar pelo que escolho.
e sou em Ti o que és em mim.
Amor.

encho o peito e peço-te o que em humildade sinto que mereço.
Compaixão.

Encho o peito de luz verde água em purpurinas de sonhos e cores.
Encho o corpo de luz violeta em comunhão com os raios dourados do Teu sorriso.

E se um dia não conseguir fazê-lo, trata-me como criança fosse, e perdoa-me.

Agora... é apenas o que é.
Eu... sou apenas eu
Tu... és o Universo que me guarda e me ampara.
O Mundo... é aquele dos meus sonhos
o Amor... é apenas o incondicional...
o resto. não importa
faz parte do pó que assenta.
o Sorriso, é o das minhas filhas.
o grito... é quando me dói a alma.
o silêncio, quando nao forem necessarias mais palavras.

e Feliz será esse silêncio. de uma forma ou de outra.
Ainda que triste,
Grata sou.
Shanti

22 de maio de 2013

Descalça

Tenho o peito e a Alma em modo de mãos cerradas... com tanto para escrever, tanto sentir, tanto chorar, tanto sorrir. Tenho o Mundo e a Consciência Divina e Humana a bater-me à porta... devagarinho... para não me doer muito.
Tenho os sonhos em Mim, porque Graças a Deus me mantenho assim.
Vejo a Vida a passar-me ao lado, o meu sorriso em curtas-metragens como se já não fosse o meu.
Vejo a Luz, em reflexo da minha Gratidão, por não esquecer quem sou, mesmo não o sendo agora.
Mas estou aqui... ainda estou aqui...
E se Me ouves... se Me vês... ainda não desisti.
Dá-me então alento para me descalçar de tanto e ir por aí...

Que assim seja

Que assim seja
Que assim seja.


Shanti.

19 de março de 2013

O que aprendi

Que a minha Herança é a vida que me corre nas veias,
que as marcas são apenas as que deixo na minha jornada,
que os sonhos são de cada um,
que a centelha não se transmite sem que se sinta.

Aprendi que honrar alguém não é permanecer nos seus atestados,
pisar as suas pisadas,
falar as suas palavras.
É simplesmente amar e respeitar pelo que me foram.
Simplesmente porque existiram.

Que vim ao mundo por mim para poder ser aos outros.
Que não posso agarrar-me e desculpar-me com os dias dificeis que permitiram que tivesse quando não podia defender-me.
Não teria a capacidade de entendê-lo simplesmente porque sei que não o faria.
Sem julgamentos, sem muros de lamentações.
Aprendi que o único sentimento São, por mais insano que por vezes pareça... é a gratidão.
Pelo bem e pelo mal.
E que tenho sempre o livre arbitrio para querer continuar a aprender ou não.

Aprendi... que apreendi muita coisa, mas não aprendi tanta coisa assim.
Apenas no levantar-me depois da queda, no suspirar depois da gargalhada, no chorar depois da perda, no sorrir perante as pequenas coisas da vida.

Aprendi que não tem que haver uma razão ou um dia especial para recordar alguém, mas devia haver para Amar alguém.
Esquecemos o mais importante... o que deveria ser o nosso oxigénio todos os dias.
Aprendi que é possivel morrer aos poucos e continuar a respirar sem vida.
Mas, são somente minhas as marcas, as pisadas, as jornadas... e a mim só responsabilizo.
Obrigada Pai desta e de outras vidas,
esta sou eu.

Grata a mim e ao Universo por Ti.

5 de março de 2013

Fragilidades

Sei onde reside a minha Força, sei onde vou encontrar ar para respirar se me sufocarem na dor.
Conheço as minhas armas e a minha arte.
E como reflexo de mim no Teu rio, sei onde reside a minha Fragilidade.

E quando me escondo do mundo, o silêncio de baixar os braços, permite-me ouvir...

O escuro de ser só, permite-me ver...
Que sou forte... porque sou frágil.
E por Amor, não me rendo.
Shanti.

31 de outubro de 2012

Missões

E porque a vida começa hoje, começou agora, sendo o agora sempre que me apetecer ler isto :),
temos missões Zula Maria!
Ah pois é...
Missão Nº 1 - Aceitar árvores falantes a conspirarem entre si que nem crianças matreiras no meio de nenhures! Normalíssimo...
Missão Nº2 - Aceitar que as matreiras apenas te diziam, não tenhas medinhos, porque está tudo bem.
Missão Nº3 - Mas, se uma velhinha cair no meio daquelas árvores, esquece lá isso, não vamos colocar a capa para a salvar porque seria uma versão de branca de neve e a maçã envenenada :) (teremos nesse caso que aceitar que não podemos sempre salvar o mundo sem missões interiores resolvidas)
Missão Nº4 - Criar uma nova versão de dias maus: a partir de Agora são dias não importantes, como tal vão deixar de existir porque ficam para trás, e nós não queremos saber disso! (Falem para as árvores! Diz-lhes!)
Missão Nº5 - Encerrar a questão das árvores porque não tarda temos uma saga de Steve, o Cão! Fala Amor!
Missão Nº6 - Explicar aos que acidentalmente se depararem com este texto que é apenas um momento que tinha que registar aqui, por ter importância. Simplesmente.
Missão Nº7 - Fechar portas sem olhar para trás. Sem peso de ter que explicar a quem quer que seja as tuas decisões da Alma. Uns porque não lhes diz respeito, outros porque te amam e isso é suficiente para não questionarem. A não ser o Gustavo Fofinho!  Missão nº nao sei das quantas! :) rebuscar a Alma para renascer algo bonito... e nesse caso que venha a dor! Amor!
Missão Nº8 - Simplificar. Agarrar no baú das memórias, fabricar um perfume e derramar a sua essência em páginas. Torná-las a tua manta de retalhos em que te aconchegas quando tens frio, tornando útil o que viveste sem que te pese, apenas te proteja.
Buddha Missões Zulix. Muito trabalho. Muitos sorrisos. And so on, porque o Agora está sempre a entrar sem bater na porta. E são muitas portas...
Que assim seja, assim seja, assim seja ****
Shanti.

25 de outubro de 2012

Loreena McKennitt - Never-ending Road (Amhrán Duit)

E na Paz de mim, quando consigo rever-me, olhar-me... entendo as mil coisas que me pesam. Sendo que... são as mesmas mil penas que me elevam.
E na queda tento abrir as asas. E na dor a minha alma se ergue.
Por sentir ambas...
Surge uma melodia de anjos, um brilho de amanhecer.
Surge o Amar, de um chorar.
Da uma lamacenta e escura noite, nasce a Flor que me Sou.
Efémera mas de perfume eterno.

4 de outubro de 2012

Terapias de Reiki

E com a vinda do Outono, a árvore que sou e que somos quer despojar-se de suas folhas e dar os seus frutos... para alimentar os que nos são e pintar a aguarela do universo. E, com a vinda do Outono, que os bons ventos soprem e nos guiem, que as folhas tornem a nossa jornada menos só e possamos ouvir a sua música :)

Sempre de mãos dadas, aqui estou, grata por poder ser uma mão que se estende.

Que assim seja********* Shantiiiiii.

10 de julho de 2012

Escolher seguir um trilho e deixar o coração ao lado... achando que se pode pegar nele e sentir as coisas quando conveniente... nunca resulta... 
é como criar na nossa alma universos diferentes.
é a ilusão de querer o melhor de dois mundos... quando no fundo... criamos vazios no nosso reflexo, ecos de nada no nosso peito. É Fingir que não se ama, que se desconhece a centelha do sentir. E um dia... quando estenderes a mão para o teu coração... corres o risco de já não saber como fazê-lo.


genna




‎''Para onde quer que fores, vai todo, leva junto teu coração.''


Confucio

1 de junho de 2012


e quando sentires o silêncio e a não existência,
de ti mesma, da magia, do sonho...
a desilusão num gesto, num tempo mudo, num ser surdo...
abraça o mundo que te é mais real e fiel.
O teu...
a música, o vento, o mar, o teu céu violeta, a tua fé, a oração, o coração, a compaixão, a criança.
quando sentires falta de um abraço... abraça uma árvore
falta de inspiração, contempla o mar e a tua criação.


e naquele momento em que dar um passo te permite ver o abismo...
talvez signifique que ele apenas ficou para trás.


há dias assim...

5 de novembro de 2011

antes


finjo que são muralhas.
construídas por seres que antes de o ser já o eram,
esculpidas por momentos, que antes de um céu foram sombra.
finjo que são fotos,
tiradas por um Deus,
curioso e criança no brincar...
e no fim, que somos um livro com gravuras de sentires, olhares dores e amores.
finjo no fundo... que finjo.
a ser poeta ou não,
o que sei é que o sinto...
escreva ou não.
porque antes de o escrever já sentia.
antes de amar já amava,
antes de chorar já sorria,
antes de sorrir, já chorava.
e que majestosas muralhas... e que lindo este céu violeta com ventos de nortada a embalar o sonho.

15 de julho de 2011

Alma

Chegou o comboio que esperava... observo, levanto-me do banco frio, entro, sento-me e digo-me preparada para seguir.
Vou procurá-la... penso. A minha Alma... vou beber cada gota de sabedoria desta viagem... imagino.
Cerro as mãos.... escondo o rosto de mim mesma e não olho para trás... e, já está... estou a caminho!
... e na paragem seguinte, olho pela janela e vejo... vejo-me...
sentada naquele mesmo banco à espera de um comboio que me leve na busca da minha Alma.
E sinto que não posso prosseguir viagem... pois tem que seguir tudo em mim... não pode haver aquele vazio... cheio de algo. E saí...
É mesmo frio este banco. Durante alguns minutos observei o meu bilhete na tentativa de achar resposta... talvez tenha comprado o bilhete errado... talvez esteja no sentido inverso, talvez do outro lado... será?
E agora? Quando virá um próximo? E o que faço agora? Como ver sentido em algo aqui?
... Que raio... estou de novo mais pequena que a minha Lua... e pensar que tinha crescido :(
E que a Saga continue.
E que o vento sopre, como soprou nesse dia junto ao meu ouvido com a resposta:
"compraste bilhete de ida e volta fada tola... "
foi curta a minha viagem, rsrsrsrsr
Vou voltar para a minha floresta e para o meu lago. Talvez na próxima Estação... prefiro Primavera ou Verão :)

17 de fevereiro de 2011

uma historia


os meus braços embargam o universo, como se crescesse folhagem em cada vontade
o meu peito, abre-se em ecos de entrega... como o abrir de mil pétalas de preces
os meus olhos, são água...
os meus sonhos... são pequenos murmúrios, pequenos segredos, pequenos momentos.

e busco em mim, inerte, apaixonada pela simplicidade do que não me pertence
o não querer mais nada, por sentir o que me é.

e quero abrir pandoras e libertar-me
e quero sorrir historias e erguer-me
e quero beijar memórias e perdoar-me
por as ter... por as ser... por as perder

os meus braços... abraçam-te, reflexo de mim.
desenham-te infância, sombra de mim

os meus lábios, sussurram ao tempo que já não lhe pertenço.

o Tempo afaga-me o rosto e segreda-me...

Pertenço a Ti.

Shanti.

11 de fevereiro de 2011

Viver sem escolhas

Não há necessidade de escolher. Por que não viver sem escolhas? Por que não viver tudo o que a vida coloca à sua disposição?
Não seja um espiritualista e não seja um materialista: seja ambos. Não seja um Zorba e não seja um Buda; seja ambos: Zorba, o Buda.
Aproveite tudo o que Deus derramou sobre você.

Osho

25 de dezembro de 2010

limbo

No limbo do sentir, na trave do entristecer,

na berma do amanhecer só.

Tento manter a destreza dos tolos,

imaginando que tenho nos pés raízes,

Que tenho nas mãos penas violeta,

Que tenho no peito…

um baú, de tesouros e magos.

De segredos e salmos.

Faço-me de momentos,

Refaço-me de tempos,

Desfaço-me de espera.


Respiro o que há em mim,

Perfume da chuva,

Aroma de Outono,

Hidrato-me de ventos e nortadas…

E envelheço na folhagem seca,

Sonhando-me sempre jovem na Primavera do desejo.

E fico-me, no limbo…


Sentindo.

21 de dezembro de 2010

Sorri Alma.

Sorri perante a nortada dos tristes,

E dança-lhes o caminho.

Encanta as sombras de quem és,

Abraça a vida de quem te lamenta…

E dança na calçada penumbra

dos que não sentem a música.

Dorme embalado pelo sonho,

sonha sussurrado pelo vento,

e sorri.

Sorri para mim.

Um outro lado deste chão…
Uma outra dimensão,
Um caminho de perder.

Uma Vida de sorrisos,

Armaduras e vestidos

De corpetes de cetim…

O esbanjar da própria espécie

Delírios que se julgam prece…

Que se estendem em louvor,

Erguendo almas sem calor…

Um outro lado deste chão…

Onde caminha o tempo em vão.

Um outro olhar de quem não vê…

Que sou eu, que sou assim, que estou aqui.

Descalça neste chão de pedra.

Cega neste templo frio.

Surda neste frenesim…

Muda…

Para ti.

Um outro lado,

De mim.

27 de novembro de 2010

dançamos


malabarismos da consciência...
conscientes ou não.
pé ante pé,
degrau a degrau,
um dia de cada vez.

se sobe... a euforia despista o sentir,
se desce... a voz emudece a alma.

malabarismos de querer,
curvas de perder,
medos de ser.

e nesta valsa, somos o que queremos...
queremos o que não somos,
amamos o que dançamos.

e pedimos ao Universo um tango,
que nos desapegue do sentimento
mudo, quieto e ausente.
e esperamos somente o calor...
e deixamos de esperar o Amor.

não ter frio... tem que ser suficiente.

13 de novembro de 2010

neblina

diferentes as formas de sentir,
o lamento de perder,
o gemido de doer.
diferentes as madrugadas de solidão,
o apego ao dizer que não,
a vontade de querer.

a neblina que te invade, ou o sol que me magoa,
a luz que te embarga, ou o negro que me assombra.
o frio da tua ausência, ou o calor da minha presença.

diferentes... presentes
distantes, amantes.

no vexo paralisante que é em mim,
sinto-te, gosto-te, mostro-te.
a minh'alma, a meu ser.

e enlaço o meu sorriso em cada amanhecer.
para não nos ver sofrer.
e danço-te quando a coragem tremer,
de abraços e amores,
de ternuras e de cores.