27 de novembro de 2010

dançamos


malabarismos da consciência...
conscientes ou não.
pé ante pé,
degrau a degrau,
um dia de cada vez.

se sobe... a euforia despista o sentir,
se desce... a voz emudece a alma.

malabarismos de querer,
curvas de perder,
medos de ser.

e nesta valsa, somos o que queremos...
queremos o que não somos,
amamos o que dançamos.

e pedimos ao Universo um tango,
que nos desapegue do sentimento
mudo, quieto e ausente.
e esperamos somente o calor...
e deixamos de esperar o Amor.

não ter frio... tem que ser suficiente.