Shanti

29 de janeiro de 2008


na curva da indecisão, olhas de lado e tremes...
quase sentes a sombra dos cobardes, segurando o véu da morte.
no degrau da evolução, a vertigem isola-te do mundo real...
quase sentes a carícia dos que derivam na má sorte.
na dor de quem és, na procura de quem foste, na antecipação de quem serás...
choras sem lágrimas... imploras sem voz... sofres sem dor.
e estendendo a alma, rezas por um sopro de alento...
roendo a mágoa, adormeces no tempo.
e vês fluir outra energia que não a tua...
sonhas-te menos só.
e sorris.



27 de janeiro de 2008

tormenta


a sensação é como se uma onda me invadisse e consigo sugasse toda a minha energia... como uma maré atormentada que derruba tudo e todos para depois arrastar consigo o caos que gerou. é estranho mas é como o consigo explicar. agonia, fraqueza e cansaço, um enorme cansaço. de que mar virás?... qual o vento que te sopra ao ouvido? que correntes te prendem? e que perigo ofereço eu? uma ancora no meio de um oceano... não sei, ainda não o entendo... só espero que tenha servido para algo... pois não me rendo!

14 de janeiro de 2008

joaninha voa voa


Cuecas e Travessuras!
Birras e Canduras!
6 aninhos... e já tão irreverente menina sininho...
;.)

Sarita


Já temos 9 aninhos borboleta!
Que os anjos guardem na memoria todos os teus sonhos, nesse mundo de fadas em que vives.
Continuas um mistério...

4 de janeiro de 2008

encontro de silêncio


A Tempestade lá fora, torna-se bela vista por dentro.
A luz que perfura a carne do destino,
ilumina e aquece-nos o rosto sedento de respostas.
de repente... fechas os olhos e sentes a caricia dos espíritos,
estendes as mãos e toca-te a paz inocente de uma criança.
É assim que me sinto junto de quem me embala os sonhos.
É esse não querer nada em troca...
não desejar mais do que já tenho.
Esse poder ver o horizonte sem ter que chegar perto.
É a beleza do distante.
Distante do desconhecido mas perto de um porto de abrigo.
E que Deus abençoe este não querer ir mais alem,
pois está-se aqui tão bem...

2 de janeiro de 2008

quarta opção


resguardos de alma
retalhos de sensações...
poder fechar os olhos e sorrir,
sem medo da mão que te toca,

certo do calor que te afaga.
sem frio... sem dor,
sem recuo... sem rancor.

a procura de uma paz... é um caminho tortuoso sim...
a perda significa que se teve, não se deve lamentar...
esse mergulho num punhado de arbustos...

por palavras minhas:
esse resguardo de alma em que te escondes
deves manter sim, mas com uma certeza inabalavel:

o viver intensamente requer a tua presença!
a questão é... a tua vontade de pertencer a essas vidas ou não...

espelho meu com moldura de anjo...
"alma antiga" cujos ventos trouxeram de volta,
ergue os teus braços como se asas fossem...
retoma mais uma vida
e recorda os ensinamentos de outrem.

de mim ... todas as "boas vibrações" deste e de outro mundo!
sempre...




29 de dezembro de 2007


29-12-2007
por vezes sinto-me assim, sentada num abismo com a luz etérea nas mãos... sentindo que... se cair com ela, caio em plenitude... se desistir, escureço a alma, se a soltar solto a imensidão dos seres que buscam.
Mas, se permanecer assim, sentada, inerte, conformada... ilumino não quem me vê, mas quem me sente.
Para os seres raros e especiais deste mundo que me sentem, julgo ser uma boa opção.
De vez em quando vou ali estar...

26 de dezembro de 2007

lolobetas


Para a minha Nani da xodade...

Anjos que voam... são como lhes chamo.
efémeros mas constantes dentro de nós.
São esperança, reflexos que a procura de um afago reflecte.
São o fechar de olhos no cansaço ou no descanso.
São pequenos deuses que nos lembram a beleza do mundo, da cor, da inocência.

E o puro gesto de pousarem nas flores para sobreviverem é mesmo isso...

Rainha que te julgas sozinha!
Flor na escuridão sempre em negação...

Não tens realmente a noção...
Da falta que fazes a todos os que te rodeiam, sejam efémeros, constantes, raizes ou terra.

Da luz que transmites aos perdidos.
Da mão que com que afagas a dor dos sofridos
Da candura silenciosa com que acordas os outrora adormecidos.
Da Beleza única que possuis.

Não precisas de Espelhos... basta a Tua Sombra.
Beijinho Amiga e Obrigada.






18 de dezembro de 2007

queda livre

Para um recente mas antigo amigo karmico...

por vezes temos que pesar na balança o dom com que nascemos e o que adquirimos em vida... o dom não nos é permitido escolher mas a pessoa com quem queremos partilhar o nosso ser, ter filhos, ter cão, ter gato, ter casa... isso é um caminho traçado por nós.
Queria ajudar-te a escolher o caminho, não é uma questão facil. Seria, se fosse possivel ter ambas as escolhas: praticar o teu dom e viver a tua vida. Quem sabe não é?
Mas se te vires num impasse e tiveres que fazer essa escolha um dia, acho que tenho a resposta...
Não seguires o teu destino espiritual... pode prolongar a tua estadia no longo caminho... ou dificultar, mas só te prejudica a ti.
Não seguires o teu destino pessoal... pode levar-te a perder os que amas, ou a hipotese de os amar e ser amado. Não te prejudica só a ti, mas sim a todos os que estão ligados à tua vida.
Gostaria de ser menos abstracta nos meus pensamentos. Mas penso que entendes. Se estiver enganada... pelo menos estou a ser sincera.
Boa sorte e que os anjos te ajudem tanto como "te usam"!

1 de setembro de 2007

luz de reflexo



acho que por vezes é suposto, quando tens uma luz especial, esta ser de reflexo para os outros e não propriamente para ti mesmo... como tal, se queres ter significado, não podes usar o que tens de bom para te alimentares, mas sim para saciar a sede do bem de outros.


é assim mesmo, acho... pelo menos é o que sinto.


Mas espero estar enganada e que um dia a luz seja tanta que possa iluminar-me tambem! ;.)


senão, tb não faz mal. Vou continuar a beber o bem na gratidão ou bem estar dos que gosto... julgo que tb alimenta.

6 de março de 2007

inércia... inércia
efémera, já nem por isso...
tantas marés nos últimos tempos... tanta areia que se moveu.
E assim se constrói uma vida, assim se tocam as almas deste mundo.
Estamos sempre a aprender! a viver, reviver, sofrer, sorrir, conhecer, reconhecer, erguer... cair.
E que a saga continue. Com saudades de muita coisa que ainda não se foi, dos amigos, seres especiais, daqueles que encontraram almas gémeas ;.)
com mágoa de outras...
mas essencialmente grata... a quem me guiou e me guia por este contorcidos degraus... para que não caia no poço das lamentações... fuga de cobardes. e prontos!!! não me apetece dizer mais nada, até qualquer dia saga ruim, mas feita de pandoras!

22 de novembro de 2006


22 de Novembro de 2006

a ti Pai. 14 anos de saudade de um sentimento que só nos acompanhou no silêncio, na alma de cada um. Nunca te disse, tambem nunca o ouvi de ti... mas adoro-te e continuas a ser um exemplo, de virtudes e defeitos, mas um exemplo, bóia de salvação... quando acho que o mundo não me entende e que tu sim o farias. Quando sei que o mundo me castiga mas que tu, no teu silêncio magnânimo me aceitarias. Ilusão... talvez, mas prefiro ver-te e recordar-te assim.
Descansa e viaja pelo mundo como outrora não conseguiste. Fica bem... and wish me luck

15 de novembro de 2006


novo capítulo
e assim foi, assim será... e que a saga da minha continue... estou a ficar cansada...
desta vez a queda foi forte, estranha... não deixou mágoa nem ressentimento... mas um grande vazio...uma grande lacuna que acho... não vai ser preenchida nem que viva mais 100 anos. A tristeza que sinto é tão profunda que não consigo escrevê-la. Ao que perdi, abdiquei... apenas desejo com todas as forças do meu ser que encontre tudo o que sempre procurou, que sinta tudo o que sonhou, que ame alguém mais do que alguma vez amou.
céus... quem dera não estar aqui.

9 de novembro de 2006


tenho a mente turvada, não consigo escrever nada.
tenho o peito vazio, cheio de dor e de frio.
tenho sonhos derramados
em rasgos destinos malfadados.
tenho tudo... e não tenho nada.
30/10/06
gostava de saber ouvir o humor dos céus,
sem o sarcasmo do homem, com a inocência de uma criança.
gostava de sentir orgulho pelas marcas de uma sina, em vez de dor pela vida não vivida.
gostava de sentir compaixão pelos que nada me são... em vez de pena de mim, que nada sou.
raiva de mim, que nada dou...
gostava de um dia, saber quem sou...
Cobarde? Egoísta?

talvez... mas de mim mais não dou!
08/11/06

27 de outubro de 2006


A Penumbra por vezes, assalta-nos o pensamento egoísta.
Faz-nos sentir o Mal Comum como se mal pior não houvesse.
A Tristeza por vezes, constroí-nos a Alma
para poder um dia ser renovada.
Um dia...
mais pura, mais completa, mais preparada.

Talvez então possamos apreciar os momentos bons vividos ou por viver.
A Dor... Fere... mas penso
que é o abrir de feridas mal curadas,
para delas expulsar o que nos é infecto.

Acredito que Um dia,
possa caminhar leve.
Acredito que um dia, possa Amar incondicionalmente
todos os seres deste Mundo.

A Certeza... faz de nós incompletos... mas repletos:
de bons ventos, boas marés.
De sorrisos, de Amigos.

Para que me interessa agradar ao mundo,
se o Mundo não me apraz?
Tenho que habitar nele como um Ser comum, sequioso de aprender,
Amar, Viver.

A Angústia,
amadurece cada segundo do respirar
de nós, troncos de vivências.
E sim,
acredito que a Alma Inerte que tanto anseio...
Um dia há-de chegar.
27/10/06 - 08:40

9 de junho de 2006


camuflada do branco da paz inerte
engano os que se enganam,

disperso a mera hipótese de se achar que não estou bem.
caí de quatro... esbarrei-me ao comprido na minha própria má sorte
e tive a ousadia ...

de achar que a vencia.

3 de maio de 2006

caminho no caminho
no trilho do rastilho
com a leve sensação
de quem perdeu a razão,

com a pesada angústia
de quem se rendeu
de quem já não luta
de quem já não é ninguém.

com a efémera melodia
do cantar dos derrotados,
mas só a ouvem os calados.
Os fechados.
Os cercados.

1 de março de 2006

Ambição tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vêm de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’. Traduzido literalmente e, principalmente, se usada correctamente, a palavra ambição significa criar seu próprio caminho na vida. É simplesmente saber o que se quer para a vida, e tentar chegar lá.
(…)
Nada acontece por acaso. Nem sempre com o timming perfeito mas sempre com um propósito maior.
Tenho a certeza de que é o melhor caminho, sempre na frente do acontecimento e cheio de garra!

A vida é só uma, não deves agarrar-te a hipóteses e incertezas, não deves idealizar esperança onde ela mesmo que exista, não se vê.
Não te deves negar… a nada.
Bem… a quase nada…
Os santos cruzam-se, as vidas também… mas o destino por vezes não.

Resta-nos aproveitar o que a vida tiver para nos oferecer e lutar para comprar o tal lugar... não no céu, mas na Terra!
acho que aos poucos nos vamos acostumando ao camuflado...

24 de fevereiro de 2006

...

para ti : uma vez li uma frase que nunca mais esqueci, apesar de ser difícil acho que se encaixa neste teu momento:
Quem quiser vencer na vida deve fazer como os sábios: mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios
dá-lhes!!

23 de fevereiro de 2006

vazio, vazio, vazio

Some mornings defy reason and this was one of them. From the moment I opened my eyes, a sad sensation told me something was not right.
And yet, I get up anyhow and make things the best I can. I suppose it's called surviving.
Anyway... just feeling a litlle bit empty without knowing the reason for it... well... without wanting to know, or to feel...
but somehow an angel smiled at me and everything turned better, less empty.
I really love my gardian angel.

22 de fevereiro de 2006

para lá da porta


um dia vou acordar aqui.

antecipação


20.02.06
acordei com vontade de ter todas as respostas para todas as coisas,
com a sensação de ter em mãos a chave de uma porta
e o medo enorme de abri-la.

Inspirei o ar da manhã como se do último se tratásse.
senti aquele vazio da despedida...
parece que inadvertidamente, vou fazer por perder algo que nunca possui.
mas que seja,

que a inerte saga da minha vida continue.
...sinto-me triste em antecipação.

14 de fevereiro de 2006

se.

existem dias em que as asas de um anjo nos embalam a alma
existem momentos em que um simples raiar do sol nos conforta
existem sons que na sua simplicidade nos tocam.

existem... e insistem na sua existência,
sabe Deus com que fim.

para quê sentir o bom das coisas, pergunto?
se a dor do mau tem o dobro do impacto?

na verdade, se não tivermos as boas sensações, não sofremos com as más... por não as distinguirmos.
seria bem melhor assim... viver na ignorância de se ser e não saber o que se é?

não... mentira...

um segundo de felicidade apaga dias de sofrimento!
e é esse o destino de muitos.

é a esperança repetida
é o sussurro dos anjos
o estender da mão amiga.

que a saga continue!

3 de fevereiro de 2006

nostalgia palerma das alembraduras

Estou a modos que, com uma pequena carraspana! No entanto não me sinto particularmente doente, apenas entupida até ao crânio e estupidamente cansada.
Levei a semana a esticar a corda do sustentável e finalmente sinto-a quebrar. Mas isso não interessa nada... mesmo assim vou a o ginásio partir o resto que ainda resta ( o que me vai saber que nem gingas) e vou esfalfar-me a trabalhar (o que nem por isso) para não variar.
Eh pá ó Riky, se vires isto, tenho a dizer-te que fazes falta men!
És o meu tubo amigo de oxigénio, tu e mais algumas pessoas especiais. Espero que estejas a gozar bem as mini férias.
Graças a Deus que é Sexta.
Estou nostálgica pronto!
Porquê? Não me apetece escrever sobre isso... são alembraduras...

17 de janeiro de 2006

join the club

Eh Pá! E nunca te aconteceu discares no teclado do computador um nº e ficares com atola encostado ao telefone à espera que atendam? Triste não é? Mas já me aconteceu...

11 de janeiro de 2006

30 de dezembro de 2005

28 de dezembro de 2005


Hoje vou dedicar algumas linhas às lesmas da nossa sociedade!
Deu-me a revolta!

The slug.
Caminha vagarosamente,
com o peso do mundo em cima.
deixa um rasto nauseabundo de lamentações
nas lombas agrestes por onde passa.
reclama reclama reclama
lesma coitada, prevês a desgraça!

e pronto!
todos nós temos um pouco de lesma.

eh pá!!! talking about bizarre inspiration...

27 de dezembro de 2005



Medos, olhares, recuos, de assaltos na alma do sonho
pesam-lhe como pedras, fogem como cães sem dono.
lançou-as ao rio e virou costas ao mundo
mas em vez de leveza, sentiu um vazio profundo.

efémero como a tristeza de quem não sabe quem é.
silêncio alma de tudo, descrente da própria fé.

em vão cobriu a ilusão com vestes de euforia
a realidade cruel em flecha despiu-a da sua alegria

Recordou com melancolia as suas pedras cinzentas.
peso de pecado e medo
mas parte da sua essência.

De repente num impulso, sorriu e respirou liberdade
mergulhou no imenso rio e foi ao encontro da saudade.

por vezes é o que nos alimenta.
27.12.05


26 de dezembro de 2005

pausa


Não tenho aventuras nem desventuras para narrar.
Estou, como se diria, numa pausa cerebral... não me apetece pensar, lamentar nem divagar.
Sinceramente , não me apetece nada. Amava poder alimentar-me e sobreviver apenas com a dádiva de poder contemplar as minhas filhas e vê-las crescer junto com o Pedro... sem problemas, sem cálculos matemáticos e de probalidades... sem preocupações.
Queria somente vê-las sorrir e brincar o tempo todo e contentar-me com beijinhos ternurentos, esses raros momentos em que essas marotas não pedem nada em troca. Queria poder dar-lhes tudo o que merecem, não necessariamente tudo o que pedem... mas tudo o que merecem.
ups, acho que afinal estou a lamentar-me...

raios.. que estúpido vício!
bem... vou fazer outra pausa.

Quero só dizer que a minha Sara está diferente...
além da falta de dentes (fica tão engraçada) está mudada...
cresceu, não sei... está linda.
por vezes dou com ela quieta no seu mundo

e não me deixa espreitar.
Não crescas tão depressa, princesa...
A Joana está novamente em rebeldia, Batalha Naval parte 3!
Temos cabelos em pé temos! Onde fica o botão?
O botão certo? Sim, porque aquele que carrego...
não faz efeito pois ela não obedeçe...
Como é possivel que sejam

tão diferentes as
minhas borboletas?
ok, chega. vou voltar ao meu mundo real...
ainda agora as deixei, já sinto falta delas!
26.12.05