Shanti
5 de junho de 2009
3 de junho de 2009
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris Todo mundo irá supor
Que és feliz
Charles Chaplin22 de maio de 2009

Hoje ao dizer os principios de reiki... segredei ao silêncio:
Só por hoje sou grata por ter conhecido a Zulinha.
;.)
Hoje, todos os duendes, todas as fadinhas, todas as ondinas,todos os lirios do meu mar, iluminam o meu coração. E iluminam todos os que têm o privilégio de ter como manas coisas taralhocas iluminadas e bonitas como tu. Obrigada por entrares no meu mundo, por me abrires a porta do teu e por me fazeres sentir que por vezes partilhamos o mesmo mundo, aquele de fantasia, de nuvens, de silêncios na marginal, de operação salvamento das velhotas kiduxas! Hoje sou mesmo grata Sandra, como deveria ser todos os dias...
Obrigada tambem pela tua coragem, pelas tuas loucuras, por me fazeres acreditar que um dia tb vou ser louca, tambem vou ter coragem, e ser taralhoca... bem.. isso já sou... rsrsrsrsr
Obrigada pelo teu sorriso e por gostares de mim. Incondicionalmente.
Bjinhos violeta da Luzinha pinxuja.
16 de maio de 2009
Frio

em silêncio, em surdina,
em segredo, em melodia.
no meu peito, em minh'alma
no meu sonho... de menina.
a certeza, o alento.
a razão, o tormento.
e sem saber nem porquê...
a sede de me ir...
a força de me encontrar...
içaram-me dos que pisam este chão,
e levaram-me.
levaram-me...
levaram-me.
em silêncio, em quietude,
em sussurro, em plenitude...
no meu rosto, na minha voz,
a sombra criou rugas,
a musica emudeceu-me a vontade,
a força de me encontrar,
a espera de me perder,
içaram-me dos braços da terra
e levaram-me,
levaram-me,
levaram-me.
em segredo, em melodia.
no meu peito, em minh'alma
no meu sonho... de menina.
a certeza, o alento.
a razão, o tormento.
e sem saber nem porquê...
a sede de me ir...
a força de me encontrar...
içaram-me dos que pisam este chão,
e levaram-me.
levaram-me...
levaram-me.
em silêncio, em quietude,
em sussurro, em plenitude...
no meu rosto, na minha voz,
a sombra criou rugas,
a musica emudeceu-me a vontade,
a força de me encontrar,
a espera de me perder,
içaram-me dos braços da terra
e levaram-me,
levaram-me,
levaram-me.
em silêncio, em mim.
3 de maio de 2009
28 de abril de 2009
Viajar
viajar ...pelo mundo fora dentro de mim mesma...
pisar a relva com os pés descalços,
sentir a terra com seus sussurros de gente
tocar as árvores de olhos fechados,
dançar a valsa da fada e do duende.
viajar...
pelo mundo fora, dentro de mim mesma.
descobrir o vento, enganar o tempo,
e sorrir-lhe...
e acenar-lhe com a certeza de todas as estações,
com a esperança do sol depois da chuva.
viajar...
e entregar-me à luz que me consola,
aos desenhos de uma criança,
aos beijos de quem não me cansa...
viajar...
pelo mundo fora...
e fugir de mim mesma.
só um pouco...
e esquecer quem sou.
dormir... só um pouco...
e sonhar quem serei.
sonhar... só um pouco...
e voar,
pelo mundo fora.
fechar os olhos...
só um pouco.
e acordar pronta para viajar.
15 de abril de 2009
Princesa DesalentoMinh'alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!
É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a Princesa Desalento...
Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!
O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...
Florbela Espanca
11 de abril de 2009
"The Fountain"

Nas ultimas 24 horas vi este filme 2 vezes, sentei-me no limiar de cada cena e fui fiel espectadora...
fala-nos de Amor; da ténue linha que existe entre a Vida e a Morte; provoca-nos tomadas de consciência espirituais face à nossa "pequenez" e a tudo o que nos transcende; fala-nos do renascer das almas... e acredito que em cada um de nós deve despertar sentimentos diferentes. Enfim... parece-me que é mais um daqueles filmes que vou respirar cada vez que a minha alma ansiar... "mais um filme da minha mesa de cabeçeira" ;.)
igualmente sublime é sem dúvida a representação de Hugh Jackman.
26 de março de 2009
dos meus passos sentem-se o rastejar das almas,cujo peso de se ser só, deixa na praia da saudade um rasto...
rasto de inércia, pesado e fundo.
eco de um vazio, incoerente, difuso.
por vezes...
estou tão pouco iluminada, que tenho que erguer o rosto para Os sentir...
fechar os olhos para Os ver.
e cerrar os punhos e aos poucos morrer... para Os entender.
dos meus passos, restam apenas pegadas.
em areias que as ondas do meu destino apagam.
céus... tempo este que não passa...
20 de março de 2009
o vento arrastou as folhas da idade, com efémeros sussurros...
o tempo, passou... e dissecou os meus dias como cadáveres.
mas ainda não estou naquele lance de escadas.
ainda doi...
quero esquecer o mundo lá fora.
quero ensurdecer, emudecer, cegar...
e apenas sentir de mãos estendidas aos céus
o que o universo me segredar.
13 de março de 2009
Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
22 de fevereiro de 2009

as pequenas decisões que não mudam o mundo, mas que alteram as cores do meu universo.
os pequenos detalhes que não pesam na opinião de ninguém, mas prendem-me as asas como correntes.
os pequenos momentos de que ninguem precisa, mas que eu respiro como o ar que me rodeia.
pequenos passos, pequenos problemas, pequena eu.
mas que me fizeram decidir e dizer em voz alta, de rosto inerte, de alma triste mas sedenta do meu trilho...
que Eles me ajudem tanto quanto me usam.
e chega de esquecer a minha diferença quando criança, as minhas fadas, as minhas músicas, os meus amiguinhos luzentes, as minhas sombras, as minhas vozes...as minhas mãos...
chega de fingir que nao estavam lá...
quero continuar a sorrir e adormecer com o meu mundo mágico, pois fazem de mim o que sou.
E o que sou?
Não sei...
Mas não posso ser assim tão pequena...
Acho que... não o mereço.
Qua a saga continue, com ventos de deuses e mares de ondinas.
Que o meu Amor se Guarde em mim, para um dia seguir comigo aquele trilho.
Om Shanti...
12 de fevereiro de 2009
osho

“Será que estou no caminho certo?”
As indicações de que você está no caminho certo são muito simples:
Suas tensões começam a desaparecer.
Você fica mais e mais senhor de si. Mais e mais calmo.
Encontrará beleza em coisas que jamais concebeu pudessem ser belas.
As menores coisas começarão a ter imenso significado.
O mundo inteiro se tornará mais e mais misterioso a cada dia.
Você se tornará menos e menos culto e mais e mais inocente - como uma criança correndo atrás de borboletas, ou pegando conchas do mar numa praia.
Você sentirá a vida não como um problema, mas como uma dádiva, uma benção, uma graça.
1 de fevereiro de 2009
13 de dezembro de 2008
insonia

Ainda hoje comentei que ultimamente o meu corpo pedia para dormir, que me custava levantar para começar o dia... aquela rara preguiça e inércia física invadia-me sorrateiramente como que para me apanhar de surpresa...
Enfim... mas, parece-me no entanto que foi sol de pouca dura.
aqui estou eu, acordada desde as 4, com 2 horitas de sono e sem eira nem fronteira no limiar do meu mundo.
Mundo de quimeras, sombras de monstros que me acompanham a divagar.
Welcome back genna dizem eles... os meus pensamentos e "amigos" utópicos ancestrais.
E o meu pensamento do dia... da madrugada vai para:
o despertar, o amanhecer ou o evoluir... um pouco a mistura de todos num só.
e no meio disto tudo... a ironia de 3 palavras tão repletas de beleza na esperança de algo novo... serem provocadas subtilmente por um gesto de frontalidade...
resultando num despertar amargo, num amanhecer triste mas em evolução.
Utópicos ancestrais... o vosso trabalho nunca acaba... sempre atentos e prontos para me atingir.
Mas sempre em regozijo de um Bem maior... nunca por mal...
Enfim... que seja.
A minha pequenez de ser quem sou cansa-me.
Resta-me evoluir... talvez um dia me dê alguma importância... e me deixe de lamentações com vestes de prosa.
Talvez um dia nada disto seja importante na minha cabeça como realmente não o é para ninguém.
Grow up genna... they say.
para quê... digo eu.
12 de dezembro de 2008
7 de dezembro de 2008
i wish... i could live there...
someday,
the fairies will smile at me...
the rain will be like magic drops,
turning violet and bright,
everything that surrounds me.
um dia,
aquele meu mundo estará à distância de um sussurro.
e mil purpurinas de fadas e ondinas
serão o rasto da minha dança.
dança de um Adeus,
na melodia de uma historia.
Historia de um Amor Verdadeiro,
alegoria de sentimentos,
de principes e princesas... de damas e cavaleiros...
de almas e cores, sintonias e amores.
Um dia,
sentirei no rosto os raios de um sol distante,
em caricias e ternuras...
do corpo de um amante.
amante de querer amar,
secreto de querer sonhar,
amado de querer... esperar.
distante... de querer chorar.
destino...fechar os olhos ao mundo e voar...
5 de dezembro de 2008
22 de novembro de 2008
GAYATRI MANTRA
Om Bhur Bhuvah Svah Tat Savitur - Varenyam Bargho Devasya Dhimahi - Dhiyo Yo Nah Prachodayat
Mantra of Avalokiteshvara
mahakarunikayah
tadya tha om thara thara
thiri thiri thuru thuru
itiwei
itiyicale cale
buddhacale buddhacale
kusume kusumava
ray ili mili citti chokala mapa mayasyoha.
tadya tha om thara thara
thiri thiri thuru thuru
itiwei
itiyicale cale
buddhacale buddhacale
kusume kusumava
ray ili mili citti chokala mapa mayasyoha.
14 de novembro de 2008
21 de julho de 2008
o nosso amigo neruda
A Dança
Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
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