19 de março de 2013

O que aprendi

Que a minha Herança é a vida que me corre nas veias,
que as marcas são apenas as que deixo na minha jornada,
que os sonhos são de cada um,
que a centelha não se transmite sem que se sinta.

Aprendi que honrar alguém não é permanecer nos seus atestados,
pisar as suas pisadas,
falar as suas palavras.
É simplesmente amar e respeitar pelo que me foram.
Simplesmente porque existiram.

Que vim ao mundo por mim para poder ser aos outros.
Que não posso agarrar-me e desculpar-me com os dias dificeis que permitiram que tivesse quando não podia defender-me.
Não teria a capacidade de entendê-lo simplesmente porque sei que não o faria.
Sem julgamentos, sem muros de lamentações.
Aprendi que o único sentimento São, por mais insano que por vezes pareça... é a gratidão.
Pelo bem e pelo mal.
E que tenho sempre o livre arbitrio para querer continuar a aprender ou não.

Aprendi... que apreendi muita coisa, mas não aprendi tanta coisa assim.
Apenas no levantar-me depois da queda, no suspirar depois da gargalhada, no chorar depois da perda, no sorrir perante as pequenas coisas da vida.

Aprendi que não tem que haver uma razão ou um dia especial para recordar alguém, mas devia haver para Amar alguém.
Esquecemos o mais importante... o que deveria ser o nosso oxigénio todos os dias.
Aprendi que é possivel morrer aos poucos e continuar a respirar sem vida.
Mas, são somente minhas as marcas, as pisadas, as jornadas... e a mim só responsabilizo.
Obrigada Pai desta e de outras vidas,
esta sou eu.

Grata a mim e ao Universo por Ti.