22 de setembro de 2014

Maktub

Seguro na caneta como quem segura a Alma.
Para que não trema, não seque, não caia.
Observo o papel com um espelho...
E vejo reflexo, rugas, anseio.

E olho-me, e sinto-me.
E leio-me para Ti.

Anjo meu... Minh'Alma que Deus devolveu.
Sonho meu, corpo e gente.
Amor e sangue, saudade e sempre.
Seguro na caneta e tento dizer-lhe o que sinto, o que sou.
E por ela fluem em veias as palavras.
Como se a minha mente vivesse no meu peito.

Sinto a tua ausência...
Sinto a tua mão.
Vejo a tua essência
E escrevo no teu coração.

E sussurro-te como dói este vazio. Mas canto o sentir e a esperança.
É como ouvir o Fado, mas com a leveza de uma dança.

E ao som de mil folhas de outono...
Piano e violino em mim...
Te suplico que oiças o vento,
Com aromas de terra e cetim.

O que estava escrito, chegou por fim.

Amo
Amo

Amo-te.

GennaDiCastro