17 de fevereiro de 2011

uma historia


os meus braços embargam o universo, como se crescesse folhagem em cada vontade
o meu peito, abre-se em ecos de entrega... como o abrir de mil pétalas de preces
os meus olhos, são água...
os meus sonhos... são pequenos murmúrios, pequenos segredos, pequenos momentos.

e busco em mim, inerte, apaixonada pela simplicidade do que não me pertence
o não querer mais nada, por sentir o que me é.

e quero abrir pandoras e libertar-me
e quero sorrir historias e erguer-me
e quero beijar memórias e perdoar-me
por as ter... por as ser... por as perder

os meus braços... abraçam-te, reflexo de mim.
desenham-te infância, sombra de mim

os meus lábios, sussurram ao tempo que já não lhe pertenço.

o Tempo afaga-me o rosto e segreda-me...

Pertenço a Ti.

Shanti.