21 de dezembro de 2010

Um outro lado deste chão…
Uma outra dimensão,
Um caminho de perder.

Uma Vida de sorrisos,

Armaduras e vestidos

De corpetes de cetim…

O esbanjar da própria espécie

Delírios que se julgam prece…

Que se estendem em louvor,

Erguendo almas sem calor…

Um outro lado deste chão…

Onde caminha o tempo em vão.

Um outro olhar de quem não vê…

Que sou eu, que sou assim, que estou aqui.

Descalça neste chão de pedra.

Cega neste templo frio.

Surda neste frenesim…

Muda…

Para ti.

Um outro lado,

De mim.