25 de dezembro de 2010

limbo

No limbo do sentir, na trave do entristecer,

na berma do amanhecer só.

Tento manter a destreza dos tolos,

imaginando que tenho nos pés raízes,

Que tenho nas mãos penas violeta,

Que tenho no peito…

um baú, de tesouros e magos.

De segredos e salmos.

Faço-me de momentos,

Refaço-me de tempos,

Desfaço-me de espera.


Respiro o que há em mim,

Perfume da chuva,

Aroma de Outono,

Hidrato-me de ventos e nortadas…

E envelheço na folhagem seca,

Sonhando-me sempre jovem na Primavera do desejo.

E fico-me, no limbo…


Sentindo.