18 de agosto de 2009


Caminhei, de pés descalços, de alma entregue.
De olhos fechados, respirei fundo todo o meu medo.
De coração aberto, estendi-lhe a mão e ofereci-lhe o meu sorriso.
O medo deu-me a mão e juntos, decidimos enfrentar o mundo.
Quando tremeu, soprei-lhe folhas de alento.
Quando recuou, cantei-lhe melodias de pandora.
Quando chorou... sentei-me e chorei com ele.

Levei as mãos ao peito... e no meio do meu sonho,
o medo sussurrou-me:
Porque choras comigo, porque não segues sem mim?
- Para caminhar sem ti, preciso entender-te...
para deixar de sentir-te, preciso transformar-te...
porque és parte de mim, porque fui quem te criou.
Para deixar de te ter, preciso não te temer.
E se já não te temer... bem podes caminhar a meu lado.
e quase que o medo... sorriu.