15 de agosto de 2009

Bem-aventurados


As nuvens da tempestade afastavam-se poderosas terras adentro, e o Sol voltava de novo ao seu trabalho por entre os resquícios das suas massas escuras.
Um raio de Sol iluminou subitamente a ribanceira do trilho por onde o jardineiro caminhava, aspirando o aroma da terra húmida, e viu entre as ervas a figura de um pequeno caracol que se arrastava, lentamente, entre elas.
O jardineiro deteve-se e deixou-se ficar a contemplá-lo um bom bocado, dizendo no final:
_ Bem-aventurados os lentos, porque não se perdem no mais ínfimo pormenor da vida.

"O jardineiro - contos para curar a alma" de Grian