8 de março de 2008


6/03/08

silêncio inquieto quando respiro.
só, neste meu mundo.
plena, quando não me olho.

o vento, embala-me num berço de saudade...
mas este frio... não o quero,
faz-me temer a verdade.

por olhos de criança, sigo as migalhas do destino
e busco nas nuvens a magia que a sustenta.
com dor ancestral, choro os medos de quem nega..
e em segredo.. sussurro aos anjos que me levem
que me soprem ao ouvido...
e espero
e sinto
e oiço.

não sei ler os sinais com intençoes terrenas,
sei no entanto que Os sinto sempre em mim,
como a água que bebo, o ar que respiro.
sinto os seus espinhos nas veias...
mas sei que quase nunca sou eu... que "eu" quase não existo.